Acordo assinado pelo governo Bolsonaro garante vacina para apenas 10% da população

O acordo com a AstraZeneca prevê uma compra de 42 milhões de doses por parte do governo brasileiro. Mas existe a possibilidade de que sejam necessárias duas doses da futura vacina por pessoa. Portanto, a compra significaria o abastecimento para apenas 10% dos brasileiros

AstraZeneca e Universidade de Oxford retomam testes de vacina contra Covid-19
AstraZeneca e Universidade de Oxford retomam testes de vacina contra Covid-19 (Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

247 - O governo Jair Bolsonaro decidiu aderir à aliança mundial de vacinas (Covax), dando prioridade ao seu acordo bilateral com a AstraZeneca. A decisão, no entanto, garantirá vacina para apenas 10% da população brasileira.

De acordo com reportagem do colunista Jamil Chade, do UOL, que teve acesso a detalhes do acordo que prevê uma compra de 42 milhões de doses por parte do governo brasileiro. Mas existe a possibilidade de que sejam necessárias duas doses da futura vacina por pessoa. Portanto, a compra significaria, nesse caso, que o abastecimento será suficiente para apenas 10% dos brasileiros.

continua após o anúncio

A reportagem enfatiza ainda que a aliança permitia que governos optassem por uma adesão que variasse entre 10% e 50% da população. Uma vez comprometido com o valor, o governo não poderia mudar de ideia. O Brasil optou pelo menor volume permitido na aliança.

A AstraZeneca havia suspendido os testes de estágio final de sua candidata a vacina contra Covid-19 na terça-feira (8). O motivo foi uma suspeita de reação adversa séria em um participante do estudo na Inglaterra. Os testes no Brasil foram retomados na última segunda (14). 

continua após o anúncio

Se a primeira vacina que chegar ao mercado for da empresa, o Brasil poderá optar por apenas manter seu acordo bilateral de compra de vacinas, abrindo mão do fornecimento por parte da aliança. Caso contrário, o risco era de que o Brasil tivesse de pagar duas vezes: uma para a empresa com a qual já assinou o contrato e outra com a aliança internacional.

Mas, se essa for a escolha do país, o governo também terá de abrir mão de estar entre os primeiros a receber a segunda oferta de vacinas que aparecer, eventualmente de uma das outras oito empresas no consórcio.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247