Zambelli tenta minimizar o fascismo bolsonarista e diz que "é cedo" para falar em crime de ódio

"A gente é contra a violência", disse a deputada bolsonarista

Carla Zambelli
Carla Zambelli (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)


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247 - A deputada bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP) comentou o assassinato político do dirigente petista Marcelo Arruda em Foz do Iguaçu, pelo terrorista bolsonarista Jorge da Rocha Guaranho

Zambelli disse à Folha de S. Paulo que "é cedo para falar de crime de ódio político". "É interessante como o outro lado pode cometer qualquer tipo de violência, faz palanque em cima da violência, transforma qualquer cadáver como palanque político e nos condena por crime de ódio, sem ter havido uma apuração, sem ter havido uma apuração, por exemplo, se os dois tinham algum relacionamento pessoal", disse Zambelli.

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A manifestação da parlamentar bolsonarista foi dada ao jornal antes da confirmação de que o terrorista bolsonarista que invadiu a festa do militante do PT está vivo. "O assassino não está vivo para falar qual foi a sua motivação. Mas, seja qual for, a gente lamenta e, independente de quem tenha cometido, seja do nosso lado ou uma pessoa isenta, a gente é contra a violência", acrescentou a parlamentar.

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O guarda municipal e tesoureiro do Partido dos Trabalhadores em Foz do Iguaçu (PT-PR), Marcelo Aloizio de Arruda, morreu na madrugada deste domingo (10) após ser baleado em sua própria festa de aniversário de 50 anos.

Segundo boletim de ocorrência, o autor dos disparos foi o policial Penal Federal, Jorge da Rocha Guaranho. Ele trocou disparos contra a vítima, foi ferido mas conseguiu sobreviver e está internado em um  hospital de Foz do Iguaçu.

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Segundo relatos de testemunhas, Guaranho era eleitor de Jair Bolsonaro. Ele passou de carro em frente ao local da festa, desceu do veículo armado e começou a gritar "Aqui é Bolsonaro" e "mito", enquanto apontava a arma para as pessoas presentes na festa.

No carro de Guaranho, havia um bebê e uma mulher, que convenceu o policial a ir embora. Porém, ele voltou cerca de vinte minutos depois e atirou contra o aniversariante.

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O secretário de segurança pública de Foz do Iguaçu, Marcos Antonio Jahnke, lamentou a morte e afirmou que a Polícia Civil investigará as motivações do crime. "Pelo que a gente percebeu foi uma intolerância política", disse Jahnke.

Nas redes sociais, Lula, que disputa as eleições este ano, lamentou o episódio e prestou solidariedade às famílias do tesoureiro e do policial federal.

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"Uma pessoa, por intolerância, ameaçou e depois atirou nele [Marcelo Arruda], que se defendeu e evitou uma tragédia ainda maior. Duas famílias perderam seus pais. Filhos ficaram órfãos, inclusive os do agressor", escreveu Lula.

"Uma tragédia fruto da intolerância dessa turma", afirmou a presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR).

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Diversos políticos se manifestaram nas redes sobre o caso, como o líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e os pré-candidatos à Presidência, Ciro Gomes (PDT) e a senadora (MDB-MS) Simone Tebet, classificando o episódio como "inaceitável".

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