Weintraub: “Enem não é feito para corrigir injustiças sociais, é para selecionar as melhores pessoas”

Ministro da Educação tentou rebater argumentos de que manter o Enem prejudicaria os alunos mais pobres, com mais dificuldades de estudar. Segundo ele, quem não tem acesso à internet já não conseguiria fazer sequer a inscrição para a prova, então não faria diferença

Abraham Weintraub
Abraham Weintraub (Foto: Agência Brasil)


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247 - O ministro da Educação, Abraham Weintraub, declarou em entrevista à CNN nesta sexta-feira 15 que acha “muito cedo” falar em adiar ou suspender o Enem e tentou rebater argumentos de que manter o exame nacional prejudicaria alunos mais pobres, pois eles teriam mais dificuldades para estudar, sem acesso à internet.

“É muito cedo para falar em adiar e suspender o Enem. O Enem é só em novembro. Não vejo risco de saúde para a realização do Enem”, defendeu. Em seguida, ao falar sobre o prejuízo aos mais pobres, respondeu que “o Enem não é feito para corrigir injustiças sociais, é para selecionar as melhores pessoas para serem os melhores médicos”, além de outras profissões.

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Weintraub disse achar “até desumano cancelar ou paralisar o Enem”, pois acabaria com o sonho de muitos estudantes em iniciar seus estudos e sustentou que os alunos que não têm acesso à internet já não conseguiriam fazer sequer a inscrição para a prova, então já não faria diferença para essas pessoas. 

No início da entrevista, Weintraub reclamou de uma pergunta feita pela jornalista Monalisa Perrone sobre a queda do ministro da Saúde, Nelson Teich, dizendo que o tema não estava combinado previamente.

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A UNE (União Nacional dos Estudantes) reagiu. Confira:

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