Weintraub é denunciado no Comitê de Ética do Banco Mundial por conflito de interesses, racismo e espalhar teorias da conspiração
Para o grupo é "inaceitável que um membro do Conselho Administrativo (muito mais do que qualquer outro membro da equipe) publique nas mídias sociais informações patentemente falsas, aparentemente com o objetivo de politizar a pandemia ou contribuindo para teorias da conspiração"
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247 - Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação de Jair Bolsonaro e diretor-executivo do Banco Mundial, é alvo de um pedido de investigação por parte da Associação de Funcionários da organização, que denuncia conflito de interesses, o racismo e o espalhamento de teorias da conspiração.
A carta enviada ao Comitê de Ética cita que o Código de Ética não foi aplicado anteriormente devido a uma questão processual:
"Em 24 de junho de 2020, a Assembleia de Delegados da Associação de Funcionários do Banco Mundial trouxe à atenção do Comitê de Ética alegações sobre comentários racistas e acusações criminais relacionados ao Sr. Abraham Weintraub, que na época estava sendo nomeado para diretor-executivo. Seus antecessores responderam prontamente que o Código de Ética se aplicava apenas prospectivamente [quando Weintraub se tornasse, de fato, funcionário], implicando que o Comitê de Ética deveria ignorar tais alegações e acusações".
"No entanto, a Associação de Funcionários continua a ouvir preocupações dos funcionários sobre o comportamento e as ações do Sr. Weintraub enquanto ele é um membro ativo da diretoria do banco e, portanto, deseja trazer essas preocupações à sua atenção", diz o texto.
O pedido menciona os tuítes do ex-ministro difamando a CoronaVac e nota que eles visam "politizar a pandemia", fortalecendo sua candidatura ao governo de São Paulo. Para o grupo, a prática caracteriza conflito de interesses.
"O Sr. Weintraub parece estar fazendo campanha para um cargo político no Brasil ao mesmo tempo em que é funcionário do Grupo Banco Mundial. De fato, foi noticiado dia 19 de fevereiro, em rodada de imprensa em nosso próprio site, cuja primeira linha é: 'Ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub se lançou como candidato ao governo de São Paulo, diretamente de Washington, Estados Unidos, onde atua como diretor do Banco Mundial'", constata.
A defesa da hidroxicloroquina, a ideia de que o vírus foi criado em um laboratório e os discursos racistas contra a China também são levantados pelo pedido.
"Dado o papel crítico do Banco Mundial na luta contra a Covid-19 em todo o mundo, achamos inaceitável que um membro do Conselho Administrativo (muito mais do que qualquer outro membro da equipe) publique nas mídias sociais informações patentemente falsas, aparentemente com o objetivo de politizar a pandemia ou contribuindo para teorias da conspiração", acrescenta o texto.
Os trechos foram extraídos da Folha de S.Paulo.
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