Wadih Damous pede a Ciro que não se junte à Folha para condenar Lula sem provas
O ex-deputado Wadih Damous lembrou que “Ciro Gomes tem formação jurídica. Sabe que Lula é tão inocente como ele, eu e todos os que não têm condenação judicial”
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247 - O ex-deputado federal e advogado Wadih Damous (PT) pediu a Ciro Gomes (PDT) que não se junte à Folha de S.Paulo “na tentativa de manipular o sistema de justiça em busca de condenação política”.
Nas redes sociais, nesta segunda-feira, 22, o petista lembrou que “Ciro Gomes tem formação jurídica. Sabe que Lula é tão inocente como ele, eu e todos os que não têm condenação judicial”.
“A decisão de Fachin foi sim de absolvição. Ciro, não se junte à Folha de São Paulo na tentativa de manipular o sistema de justiça em busca de condenação política”, completou no Twitter.
Durante o final de semana, Ciro voltou a atacar Lula. Ele disse que o ex-presidente não é inocente e "é o grande responsável pelo entranhamento orgânico da corrupção na vida brasileira”. “É inequívoco que o PT transformou a corrupção, a fisiologia, o loteamento das estruturas centrais do Estado como ferramenta central do modelo de poder que o Lula implantou no País”, disse.
Datafolha força pesquisa para tentar tirar Lula da eleição
Mesmo depois da confirmação de que o ex-presidente Lula foi um preso político durante 580 dias, por ter sido julgado por um ex-juiz que não tinha competência territorial para julgá-lo e que também não foi imparcial durante o processo, o jornal Folha de S. Paulo contratou uma pesquisa do seu instituto Datafolha que tem como finalidade preparar um novo golpe judicial contra Lula, com o objetivo de retirá-lo das eleições presidenciais de 2022.
Em reportagem publicada nesta segunda-feira, a Folha informa que 57% dos brasileiros considerariam justa a condenação de Lula, sem informar que a absoluta maioria dos juristas do Brasil e do mundo já divulgou manifestos contra a prisão política do ex-presidente. A Folha também jamais informou que líderes globais de vários países, como os presidentes da Argentina e do México, Alberto Fernández e López Obrador, assim como o senador estadunidense Bernie Sanders, entre vários outros líderes globais, comemoraram o fim das condenações arbitrárias do ex-presidente, que tiveram como única finalidade retirá-lo da disputa de 2018, abrindo caminho para a vitória de Jair Bolsonaro.
Mais grave do que isso, a Folha não fez uma pesquisa eleitoral com Lula na disputa presidencial, ao contrário do que fizeram a Fórum e o instituto Data Poder 360. Nos dois levantamentos, Lula foi apontado como o candidato com a menor rejeição e com maiores chances de derrotar o neofascismo bolsonarista.
Se a eleição fosse hoje o ex-presidente Lula venceria Jair Bolsonaro no segundo turno e ficaria à frente já no primeiro em um cenário mais concentrado com apenas quatro candidatos, sendo os outros dois Ciro Gomes e João Doria. É o que mostra a 8ª edição da Pesquisa Fórum, realizada entre os dias 11 e 15 de março, em parceria com a Offerwise. Num eventual segundo turno Lula teria 38% e Bolsonaro 33.8%.
Ao manobrar para retirar Lula das eleições de 2022, a Folha age como cúmplice do governo da morte de Jair Bolsonaro.
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