"Vou te matar, preta desgraçada": aluna de 14 anos sofre ameaça racista em colégio cívico-militar de Curitiba
Adolescente arrancou as páginas do caderno e foi para um canto chorar. Colegas realizaram ato em solidariedade a ela, com apoio da escola. Polícia investiga.
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247 - Aluna do 9o. ano da escola cívico-militar Sebastião Saporski, de Curitiba, foi alvo de um ataque racista. Em 10 de novembro, ao voltar do intervalo para a sala de aula, ela viu em seu caderno as frases "Onde já se viu ter preto nesse colégio" e "Preta desgraçada".
"A família toda está bem ciente da gravidade da situação. Para uma jovem dessa idade é um baque muito grande, ela está extremamente fragilizada, mas está ciente. Ela é negra, conhece as lutas do movimento dela, apesar de ser muito nova", diz o advogado Lucas Uliano à Folha de S. Paulo.
O advogado foi contratado para registrar o caso na policia e acompanhar a investigação.
As ameaças voltaram a ocorrer uma semana depois, quando a aluna, cujo nome é preservado, encontrou no caderno as frases "Vou te matar, preta desgraçada" e "Não vai ficar assim".
Colegas se mobilizaram e realizaram um ato em solidariedade à estudante, com apio do colégio, que é subordinado à Secretaria Estadual de Educação do Paraná,.
De acordo com a reportagem, no primeiro dia do ataque, a adolescente arrancou as páginas e procurou um canto da classe para chorar. Foi uma amiga que ligou para os pais da vítima e relatar o ocorrido.
Em Curitiba, apenas 20% da população são negros. No país, essa porcentagem é de 56%.
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