"Vocês querem me derrubar": por mensagens, Bolsonaro tentava conter alta dos combustíveis para evitar desgaste do governo

Ex-presidente da Petrobrás, Castello Branco já havia dito que Bolsonaro tentava pressionar o comando da empresa: [o presidente] chegou a me mandar mensagens e eu não atendia"

(Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino | André Motta de Souza/Agência Petrobras)


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247 - Em mensagens curtas e diretas enviadas aos últimos dois presidentes da Petrobrás, Roberto Castello Branco e Joaquim Silva e Luna, Jair Bolsonaro (PL) emitia ordens e tentava conter o anúncio de reajustes no preço dos combustíveis com o objetivo de evitar desgaste em seu governo.

"Recuem" e "assim vocês querem me derrubar" foram algumas das mensagens enviadas pelo chefe do Executivo.

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Em recado a Silva e Luna, que deixou a presidência da Petrobrás para ser substituído por José Mauro Coelho, Bolsonaro afirmou que a empresa tem que dar lucro "não muito alto".

À TV Cultura, Castello Branco já havia dito que Bolsonaro pressionava o comando da empresa. “As pressões se fazem na forma de recados, mensagens (...) mas continuei fazendo o que achava certo, para desgosto de alguns. [O presidente Jair Bolsonaro] chegou a me mandar mensagens e eu simplesmente não atendia. Eu fornecia informações ao ministro Bento [Albuquerque, de Minas e Energia] sobre os preços estarem subindo".

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