Viagem mostrou Lula de volta ao jogo internacional, avalia cientista político Gaspard Estrada

Pesquisador que recepcionou Lula na Sciences Po disse que o ex-presidente teve sinais diplomáticos relevantes dos líderes da União Europeia com quem se reuniu

(Foto: Reprodução/twitter)


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247 - O cientista político francês Gaspard Estrada, diretor do Observatório Político da América Latina e do Caribe no instituto de ciências políticas parisiense Sciences Po, avaliou que o ex-presidente Lula teve sinais diplomáticos relevantes dos líderes da União Europeia com quem se reuniu. 

Em entrevista ao canal da Carta Capital no YouTube, Estrada avaliou que Lula mostrou que está conseguindo “virar a página” depois de anos de perseguição pela Lava Jato. “Na verdade, a Operação Lava Jato abusou das mudanças institucionais para colocá-las a serviço de um projeto político e tirar o ex-presidente Lula da competição eleitoral. No final, não se deram bem. O Brasil de 2020 é mais corrupto que o Brasil de 2014”, afirmou Estrada. 

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Em discurso em uma das instituições mais respeitadas do mundo na área de ciência política e social, a Sciences Po, Lula destacou a expansão da fome no Brasil, defendeu o legado ambiental e a preservação da Amazônia e falou sobre a disputa entre Estados Unidos e China.

Para Gaspard Estrada, a visita ao presidente da França, Emmanuel Macron, fez um dos gestos mais simbólicos, já que o mandatário se tornou um dos atores políticos mais incômodos a Bolsonaro no campo global. “É claro que eles estão mandando uma mensagem. Os governos europeus não vão, explicitamente, demonstrar uma preferência. Seria uma intromissão na política brasileira. Agora, o simples fato de o Macron receber o ex-presidente Lula com esse nível de protocolo já é um sinal bem claro de onde que está a preferência do governo francês a respeito do que pode vir a acontecer no próximo ano no Brasil”, analisou o pesquisador francês. 

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Estrada destacou também o encontro de Lula com Olaf Scholz, político social-democrata que está prestes a ocupar o comando da Alemanha, após Angela Merkel ter se mantido no poder por 16 anos. “Não é só o fato de eles se encontrarem, é o fato de que o Lula foi um dos primeiros a ter esse acesso. Em termos de diplomacia, é outro sinal relevante de importância que o Olaf Scholz dá para o ex-presidente no cenário internacional”, observou Estrada.

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