Vaxxinity: Flávio Bolsonaro teria participado de negociação paralela de vacina contra Covid-19

Negociação teria acontecido durante uma viagem em junho deste ano, conforme indicam emails revelados pela IstoÉ

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)


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Brasil de Fato - O senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República, teria participado de uma negociação paralela para a compra  de uma vacina americana, a Vaxxinity, ainda em fase de testes. A vacina não tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou de qualquer agência sanitária estrangeira.

A negociação teria acontecido durante uma viagem do parlamentar em junho deste ano aos EUA, conforme indica uma troca de emails obtida pela revista IstoÉ.

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Flávio Bolsonaro estava nos EUA acompanhando no ministro das Comunicações entre os dias 7 e 10 de junho deste ano, onde cumpriram agenda em Nova York e na capital Washington. No dia 9, o filho do presidente recebeu um email do advogado Stelvio Bruni Rosi, endereçado ao seu gabinete, com o título “Flávio Bolsonaro — Vacina Covid-19 — Reunião USA com Empresa Laboratório Americano”.

“Senador Flávio Bolsonaro, estivemos juntos na festa em Washington onde foi conversado sobre a vacina da empresa/laboratório/fabricante americana Vaxxinity (antiga Covaxx and United Neuroscience do Grupo UBI — United Biomedical Inc). Solicitamos reunião entre o senhor e a Vaxxinity nos EUA ainda hoje ou amanhã (ou enquanto estiver nos USA). Oportunidade para o governo obter preferência para solicitar a reserva de lote de vacinas estabelecendo negociação prioritária com a Vaxxinity”, diz a mensagem publicada pela revista IstoÉ.

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Segundo a publicação, a mensagem de Stelvio foi encaminhada pelo gabinete do senador ao secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, que havia assumido o cargo em março, no lugar do coronel Élcio Franco, investigado pela CPI da Covid.

“Prezado senhor, por ordem do senador Flávio Bolsonaro, retransmito a V.Sa. a mensagem a seguir, tendo em vista eventual interesse desse ministério em realizar contato e obter informações”, diz o email enviado pela funcionária do gabinete de Flávio, Branca de Neves José Luiz.

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