Twitter deleta postagem de Lorenzoni com vídeo de paciente que morreu após nebulização de cloroquina
Vídeo postado pelo ministro Onyx Lorenzoni mostrava uma mulher recebendo um tratamento experimental de nebulização com cloroquina contra a Covid-19 em Manaus. Paciente, porém, morreu 18 dias antes da postagem em função de efeitos adversos relacionados ao uso da cloroquina
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247 - O Twitter deletou nesta quarta-feira (14) um vídeo postado pelo ministro Onyx Lorenzoni, da Secretaria-geral da Presidência, que mostrava uma mulher recebendo um tratamento experimental de nebulização com cloroquina contra a Covid-19 em Manaus. Jucicleia Lira, de 33 anos, que aparece nas imagens gravadas pela médica Michelle Chechter, responsável pela aplicação da medicação, havia morrido 18 dias antes da publicação.
De acordo com reportagem da Coluna Painel, da Folha de S. Paulo, Lorenzoni compartilhou o vídeo no dia 20 de março. “Decisão da médica em conjunto com a paciente: de 0 a 10 melhorou 8”, escreveu ele na ocasião. Até o domingo (11), o material compartilhado contabilizava cerca de 132,5 mil visualizações.
Nesta semana, a Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas demitiu e abriu uma investigação para apurar a conduta da médica ginecologista Michelle Chechter, que trabalhava na maternidade Instituto da Mulher Dona Lindu, em Manaus.
Saiba Mais:
Em método “experimental” letal semelhante ao utilizado pelo médico nazista Josef Mengele no campo de concentração de Auschwitz, a ginecologista e obstetra Michelle Chechter , que atua em Manaus com o marido, o também médico Gustavo Maximiliano Dutra, descumpriu todos os protocolos de saúde estabelecidos e aplicou clandestinamente em seus pacientes contaminados pela Covid-19 um tratamento experimental de nebulização com cloroquina, que consiste na inalação de comprimidos macerados e diluídos. No caso mais grave, o uso do medicamento pode ter causado a morte de quatro pacientes.
Segundo revela a reportagem do jornal Folha de S. Paulo, em meados de fevereiro, o auxiliar de produção Cleisson Oliveira da Silva, 30, apreensivo, cuidava do filho recém-nascido, no IMDL (Instituto da Mulher e Maternidade Dona Lindu), hospital público estadual em Manaus. Na UTI, a esposa, Jucicleia de Sousa Lira, 33, lutava contra a Covid-19.
Sua irmã, que mora em Santarém, no Pará, enviou por WhatsApp um vídeo em que Lira aparece sorridente durante uma sessão de nebulização de hidroxicloroquina.
Foi por meio dessa mensagem, originada a 600 km de distância, que Silva descobriu que sua mulher, em estado grave e dias após um parto de emergência, havia recebido um tratamento experimental baseado em um medicamento ineficaz contra o novo coronavírus e que pode gerar reações adversas, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).
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