TVs e rádios católicas não se equiparam a um "negócio particular", diz presidente da CNBB
Dom Walmor defendeu que os veículos não se equiparam a um "negócio particular" e, caso atuem de forma isolada, correm o risco de fazer "escolhas equivocadas". A afirmação vem após a oferta de apoio ao governo Bolsonaro por parte de dirigentes rádios e TVs ligadas à igreja
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247 - Após reunião de emergência que discutiu a oferta de apoio ao governo Jair Bolsonaro de dirigentes rádios e TVs ligadas à igreja católica, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, defendeu o alinhamento das TVs e rádios de inspiração católica à doutrina da Igreja. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.
Em artigo, dom Walmor defendeu que os veículos não se equiparam a um "negócio particular" e, caso atuem de forma isolada, correm o risco de fazer "escolhas equivocadas" e "propor o que não condiz com as lições de Jesus Cristo".
"A Igreja Católica, com seus meios de comunicação - televisivos, radiofônicos, impressos, digitais, em redes - interage com os muitos fluxos relacionais da sociedade. Enfrenta batalhas, interesses e até mesmo embates desiguais. A Igreja enfrenta essa luta valendo-se de plataformas e mecanismos que ecoam a fé cristã. Um caminho desafiador que não pode ser trilhado isoladamente, compreendendo a comunicação católica como negócio particular, sob pena de se perder rumos, fazer escolhas equivocadas e, até por desespero, propor o que não condiz com as lições de Jesus Cristo."
Para o arcebispo, o serviço de comunicação católico está "contaminado pelas disputas de poder, busca pela efetivação de domínios e acúmulo de dinheiro".
"O envolvimento de diferentes atores no processo comunicacional das mídias católicas, com as suas especificidades, nuances e impostações, não pode dispensar o alinhamento doutrinal com a Igreja e, consequentemente, o compromisso com a evangelização. Não são permitidas superficialidades ou invencionices na comunicação da Igreja que possam desfigurar a beleza e a inteireza da fé cristã católica. Arriscados personalismos, alimentados por desvios religiosos nefastos, merecem adequado tratamento", escreveu o clérigo.
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