Parlamentares pedem o adiamento das eleições municipais por conta do coronavírus

Oficialmente, o TSE manteve o calendário eleitoral, mas nos bastidores se especula sobre a possibilidade de adiamento e parlamentares defendem a mudança do calendário

Urna Eletrônica
Urna Eletrônica (Foto: ELZA FIUZA/ABr)


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247 - Diante da crise da epidemia do coronavírus, veio à tona o debate sobre a possibilidade de adiamento das eleições municipais de outubro deste ano.

Oficialmente, nesta quinta (18), os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) responderam a um questionamento feito pelo deputado Glaustin Fokus (PSC-GO), que queria saber se era possível alterar o prazo para filiação partidária, que este ano se encerra no dia 4 de abril. 

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A resposta foi a de manter o calendário normal do pleito. Mas nos bastidores, ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cogitaram a possibilidade de ter de adiar pelo menos parte do cronograma do pleito, segundo apurou a BBC News Brasil.

Ainda de acordo com a reportagem, o ministro Luís Roberto Barroso, que deve assumir o TSE em maio, teria indagado ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sobre a necessidade de postergar a votação por conta da disseminação do novo coronavírus. A reunião contou ainda com a participação dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

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A resposta de Mandetta teria sido que o ideal seria aguardar mais três ou quatro semanas antes de decidir sobre um possível adiamento das eleições. 

A preocupação seria supostamente pelo risco que a manutenção do calendário das eleições poderia colocar os servidores da Justiça eleitoral.

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Mandetta diz que a projeção é que a situação do país comece a se normalizar em agosto ou setembro deste ano, com a queda do número de casos.

Parlamentares de diferentes partidos demonstraram preocupação e também defendem o adiamento. Líder do Podemos na Câmara, o deputado Léo Moraes (RO) diz ter conversado sobre o tema com outros coordenadores de partidos — e afirma que todos estão preocupados.

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"Pelo que o ministro (Mandetta) conversou conosco, nós atravessaremos um período muito delicado de quatro a seis meses. Então todos os atos preparatórios do TSE e dos TREs serão afetados", diz o deputado — ele propõe que a votação seja adiada, no mínimo, para dezembro. O deputado formulou o pedido de adiamento à Justiça Eleitoral.

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