TSE amplia parceria com o Google para evitar desinformação nas eleições de 2022

Além da comprovação de identidade, as propagandas políticas seguirão sujeitas às exigências da ferramenta do Google, como a impossibilidade de segmentar o anúncio de acordo com a visão ideológica e a proibição de propagandas que contenham ofensas ou mensagens de ódio

(Foto: REUTERS/Bruno Kelly)


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Reuters - O Tribunal Superior Eleitoral espera que tentativas de desinformar os eleitores acontecerão com força durante o pleito do ano que vem e ampliou sua parceria com o Google para priorizar as informações de fontes oficiais na plataforma de busca e capacitar os servidores da corte no combate à desinformação.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (15), o Google, por sua vez, anunciou medidas que adotará desde já com vistas ao processo eleitoral do ano que vem, entre elas a exigência de comprovação de identidade de anunciantes que usarem a ferramenta Google Ads para propaganda política.

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"Sabemos que eleições não serão um período fácil em 2022. Não foram nos últimos e não será em 2022", disse a secretária-geral da presidência do TSE, Aline Osório, na coletiva organizada pelo Google.

"Narrativas fraudulentas circularão com força, mas nossa ideia é chegar ao maior número de pessoas com a informação necessária para que a gente possa garantir uma eleição bastante pacífica, justa e legítima", acrescentou.

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Após a eleição municipal do ano passado, disse a secretária-geral da presidência do TSE, ficou claro que a desinformação não é um evento que atinja as eleições somente no período eleitoral. Essa constatação levou a corte a adotar medidas desde já, como por exemplo tornar permanente o Programa de Enfrentamento à Desinformação criado pela corte.

"Essa desinformação que se volta contra o processo eleitoral, contra a Justiça Eleitoral, que busca enfraquecer a democracia, não estará circunscrita a esse período", afirmou.

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Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro lançou uma campanha com afirmações sem fundamento, rebatidas pelo TSE, contra o sistema eletrônico de votação. Afirmou por diversas vezes, por exemplo, que o sistema não é auditável, o que não é verdade, e afirmou, sem apresentar quaisquer provas, que houve fraude na eleição que o elegeu em 2018.

Bolsonaro chegou a insinuar que poderia não haver eleição no ano que vem caso não fosse adotado o voto impresso para as urnas eletrônicas, rejeitado pela Câmara dos Deputados, e fez diversos ataques ao presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, que acabou por dar uma resposta pública dura ao chefe do Poder Executivo.

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Propaganda política

Na entrevista desta sexta, a advogada Natália Kuchar, especializada em propagandas e plataformas do Google, explicou que a comprovação de identidade para anunciantes políticos já ocorre de forma voluntária na ferramenta Google Ads desde setembro e sua obrigatoriedade será uma política permanente da empresa, não voltada somente ao período eleitoral.

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Além da comprovação de identidade, as propagandas políticas seguirão sujeitas às demais exigências da ferramenta do Google, como a impossibilidade de segmentar o anúncio de acordo com a visão ideológica e a proibição de propagandas que contenham ofensas ou mensagens de ódio.

"Ás vezes algumas mensagens serão publicadas que não estão de acordo com nossas políticas", reconheceu Kuchar.

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"A gente conta com os usuários e com os cidadãos para denunciarem (nesses casos)", afirmou, acrescentando que a conformidade com as políticas da empresa são checadas internamente pelo Google tanto de forma automatizada quanto manualmente, especialmente em casos de denúncias.

O Google também promete para o primeiro semestre do ano que vem a publicação de um relatório online que será alimentado com as informações dos anúncios políticos feitos na ferramenta Google Ads. Neste relatório, será possível saber, por exemplo, quem pagou por determinado anúncio e qual foi o valor desembolsado.

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