Trump e a invasão do Capitólio estão por trás da posição dos EUA contra golpismo de Bolsonaro

“Quem está no poder agora é o Biden, mas ainda há ecos da invasão do Capitólio”, destacou o professor Reginaldo Nasser

Reginaldo Nasser
Reginaldo Nasser (Foto: Reprodução)


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247 - O professor do Departamento de Relações Internacionais da PUC-SP, Reginaldo Nasser, em entrevista ao programa Giro das Onze, da TV 247, analisou a posição dos Estados Unidos diante dos ataques de Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral brasileiro.Nasser advertiu que “o golpe dado contra a presidenta Dilma foi perfeitamente digerível pelas elites internacionais, em particular os Estados Unidos”.

“Os EUA, com a sua identidade no mundo que construiu de forma hipócrita, as eleições são importantes, tanto é que eu que estudo conflitos internacionais, sempre tem aquele momento que chamamos de pós-conflito. A primeira coisa que os Estados Unidos fazem é ter eleição. O Afeganistão estava arrebentando, com guerra e mortes. Mas tem que ter eleição”, lembrou.

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Para ele, a explicação para essa reação norte-americana contra o golpismo é a ação de Donald Trump contra as eleições em que ele saiu derrotado, mas usando a narrativa de suposta fraude para justificar a derrota e insuflar a invasão ao Capitólio.

“Quem está no poder agora é o Biden, mas ainda há ecos da invasão do Capitólio”, destacou o professor. Ele afirmou que as investigações revelaram “coisas bastante pesadas contra o Trump com depoimentos e provas”. 

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“Obviamente, associaram o caso do Brasil com o caso do Trump”, disse. 

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, esteve no Brasil e em encontro com militares brasileiros pediu respeito à democracia.

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“O secretário de Defesa dos EUA deu uma carraspana no governo brasileiro”, sintetizou.

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