Toffoli: 'não há solução para as crises fora da legalidade constitucional'
"Em nome da Corte, gostaria de deixar registrado na ata desta 10ª Sessão Ordinária do Plenário o nosso repúdio a todo e qualquer tipo de agressão aos profissionais da imprensa, devendo a conduta dos agressores ser devidamente apurada pelas autoridades competentes", afirmou o presidente do STF, Dias Toffoli, após jornalistas serem agredidos em atos pró-golpe
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247 - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, classificou as agressões de "lamentáveis e intoleráveis". De acordo com o ele, "não há solução para as crises fora da legalidade constitucional e da democracia".
Em um ato pelo fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, a equipe do jornal O Estado de São Paulo foi atingida por chutes, socos, empurrões e rasteiras.
"Trata-se, portanto, de data de elevada importância em um Estado Democrático de Direito, o que torna as agressões ainda mais lamentáveis e intoleráveis", disse o ministro, que defendeu a apuração da conduta dos manifestantes que atacaram jornalistas. A declaração foi concedida em discurso de abertura de uma sessão do STF.
"Em nome da Corte, gostaria de deixar registrado na ata desta 10ª Sessão Ordinária do Plenário o nosso repúdio a todo e qualquer tipo de agressão aos profissionais da imprensa, devendo a conduta dos agressores ser devidamente apurada pelas autoridades competentes", acrescentou.
Toffoli também afirmou que eventuais discordâncias sobre decisões do Supremo devem ser apresentadas por meio de recursos à Corte, e não por meio de agressões.
Na semana passada, jair Bolsonaro disse que não havia "engolido" decisão do ministro Alexandre de Moraes, também do STF, que barrou a nomeação do delegado Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal.
O ministro Celso de Mello autorizou a abertura de um inquérito para apurar as acusações feitas pelo ex-ministro Sérgio Moro de que Bolsonaro tenta interferir na PF.
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