Tereza Campello: PEC do auxílio emergencial é uma chantagem inaceitável
A ex-ministra e economista denunciou a “malandragem” e a “chantagem” do governo com a população, que vê o auxílio emergencial sendo condicionado ao fim dos pisos de gastos na educação e na saúde. Campello também comentou sobre o aumento da pobreza durante a pandemia: “A situação da pobreza e da insegurança alimentar está nos patamares de 2003”. Assista
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247 - Ex-ministra do Desenvolvimento e Combate à Fome durante o governo Dilma Rousseff, a economista Tereza Campello alertou sobre a gravidade de que seja aprovada a PEC Emergencial, condicionada pelo governo ao fim de garantias constitucionais, como os pisos de gastos em educação e saúde. A matéria será votada no Congresso na próxima semana.
Campello descreve a situação como “malandragem” e “chantagem” com a população: “O que o governo está fazendo? Temos que tentar desmascarar a malandragem. O governo mais uma vez tenta se aproveitar da pandemia, tirar vantagem da tragédia, para aprovar a velha agenda deles, que é ultraneoliberal. Chama chantagem isso. Não tem outro nome. Eles juntaram todos os assuntos [PECs da educação e da saúde] e disseram: para aprovar o auxílio emergencial, temos que fazer outras coisas, como acabar com o piso da educação e da saúde, criar gatilhos que cortam o gasto público, proibindo a contratação de novos servidores. Isso é uma mudança completa na Constituição no meio de uma pandemia, chantageando o Congresso Nacional e a população”.
A ex-ministra também falou sobre o aumento da pobreza e da fome desde a retirada da ex-presidente Dilma do poder. “Tiraram a ‘fome’ do nome do ministério (Desenvolvimento Social e Combate à Fome, agora Cidadania) para esconder o problema da fome. Temos que combater a fome, que agora voltou com tudo. Já tinha voltado inclusive antes da pandemia. Em 2018, o Brasil já tinha voltado para o mapa da fome, no período Temer”, disse.
Tereza Campello notou ainda que, atualmente, mais de 5% dos brasileiros estão em situação de insegurança alimentar. “Existia uma tendência de redução da pobreza, da insegurança alimentar e da desnutrição, mas essa curva voltou a subir, pois a pobreza voltou, aumentou o desemprego, contando também com o aumento dos preços do arroz, feijão, óleo, da carne nem se fala (…). Mais de 5% dos brasileiros estão em situação de insegurança alimentar severa. A situação da pobreza e da insegurança alimentar está nos patamares de 2003”, completou.
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