Tereza Campello defende revisão de regras do BNDES após caso de trabalho escravo em vinícolas

Tereza Campello é uma das diretoras do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e foi ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome no governo Dilma

Tereza Campello
Tereza Campello (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)


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247 — Tereza Campello, uma das diretoras do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, defendeu a revisão das regras de concessões para empréstimos após o caso dos trabalhadores em situação análoga à escravidão em vinícolas de Bento Gonçalves (RS).

“O conjunto de regras está sendo revisado para impedir atraso, as pessoas que desmatam, que usam esse trabalho [análogo a escravidão], além de critérios que façam esse rastreamento”, disse em entrevista ao Uol.

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Ela ainda afirmou que banco está rastreando se há contratos com empresas vinculadas ao caso. “Estamos tratando de uma cadeia produtiva enorme, certamente existem recursos diretos ou indiretos”, declarou.

Campello, que foi ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome entre 2011 e 2016, no governo Dilma Rousseff (PT), disse que o Brasil “precisa sair do século 19”. Além da questão do trabalho escravo, ela defendeu que o BNDES tenha um papel importante contra o trabalho infantil e a precarização. O banco, segundo ela, também deveria incentivar empresas que contribuam para o desenvolvimento sustentável, para a igualdade racial e de gênero.

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Sobre o caso das vinícolas, a ex-ministra disse que as medidas do BNDES dependem de comprovação legal, isto é, de uma eventual condenação. Comprovando isto, uma das penas previstas seria a liquidação antecipada dos contratos. “O banco não será conivente”, garantiu.

Na entrevista, a diretora do BNDES também defendeu a redução da taxa básica de juros. “Não só há espaço [para baixar a taxa], como é necessário. Não temos como retomar o crescimento com a taxa de juros elevada como está. Isso induzirá o país a uma situação grave”, afirmou, num discurso aliado ao do presidente Luiz Inácio Lua da Silva (PT) contra a elevada taxa de juros imposta pela Banco Central.

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