Tentativa de censura e maquiagem de dados sobre a Covid-19 foi fruto também de pressão dos militares

Os militares que estão à frente do Ministério da Saúde, agora sob o comando do general Eduardo Pazuello, foram os responsáveis pela mudança no formato dos boletins do novo coronavírus, feita na sexta-feira (5)

Ministério da Saúde, Eduardo Pazuello e militares
Ministério da Saúde, Eduardo Pazuello e militares (Foto: ABr)


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247 - Sob a alegação de entregar uma plataforma com destaque para números menos impactantes, os generais e demais oficiais das Forças Armadas que controlam a pasta impuseram primeiro a censura e depois a maquiagem dos dados sobre  Covid-19.

As decisões foram tomadas após uma sucessão de recordes no número de mortes pela Covid-19 na semana passada. Na quarta-feira (3), foram 1.349 notificações de óbitos e, na quinta (4), 1.473 quando o país passou de uma morte por minuto, informa reportagem de Renato Machado, Talita Fernandes e Isabella Macedo, na Folha de S.Paulo.

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A censura, a maquiagem e o atraso na divulgação dos dados foram fruto também de pressão de Jair Bolsonaro. O Palácio do Planalto já vinha pressionando o ministério a minimizar dados negativos. 

A decisão do governo teve péssima repercussão para a imagem do Brasil no exterior e provocou reações na opinião pública nacional e na comunidade médica.

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Após a repercussão negativa, o governo Jair Bolsonaro recuou nesta segunda-feira (8) e decidiu manter os números acumulados de mortes e casos confirmados.

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