'Temos que enfrentá-los unidos': governo alemão chama o Brasil a participar de bloco dos EUA contra a Rússia
Jair Bolsonaro recentemente viajou à Rússia e reatou laços com Vladimir Putin
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247 - A embaixada da Alemanha em Brasília divulgou nota nesta quarta-feira, 23, pedindo que o Brasil, cujo presidente, Jair Bolsonaro, recentemente viajou à Rússia e reatou laços com Vladimir Putin, se junte ao bloco liderado pelos Estados Unidos em relação à Ucrânia.
“Não podemos ficar de braços cruzados. O importante é a nossa coesão como países democráticos. Não podemos ceder a agressores individuais. Temos que enfrentá-los unidos. É importante deixarmos claro que mudanças unilaterais de fronteiras à força são inadmissíveis, pois constituem uma flagrante violação da Carta e dos princípios fundamentais da ONU. Esta é a mensagem que, juntos, devemos transmitir agora à Rússia”, enfatiza a nota.
“Ao longo de anos, nós nos empenhamos para solucionar politicamente este conflito – tudo isso agora está sendo destruído unilateralmente pela Rússia. Não se trata aqui apenas de uma violação de princípios básicos do direito internacional. Estão diretamente em jogo interesses fundamentais da comunidade internacional, portanto, da Alemanha e do Brasil”, diz a nota.
“É evidente: se tais atos agressivos e contrários ao direito internacional fizerem escola e se não houver reações fortes e claras, a ordem internacional será minada. Assim, é importante que todos nós chamemos a violação do direito internacional pelo nome e apoiemos os esforços em prol de uma solução pacífica”, diz a nota.
“A Otan é uma aliança defensiva. Ela garante a proteção coletiva do território da organização. A Otan lamenta que a Rússia não aceite a proposta de diálogo para um desfecho político deste conflito no âmbito do Conselho Otan-Rússia. O nosso objetivo é evitar uma guerra”, conclui o texto.
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