Temos de estar preparados para o jogo sujo bolsonarista, alerta Haddad

Haddad defendeu a federação de partidos de esquerda porque o “jogo sujo bolsonarista nem começou. E é necessário garantir que este ano seja diferente de 2018”

Fernando Haddad
Fernando Haddad (Foto: Reprodução/Facebook)


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Rede Brasil Atual - O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad chamou atenção para a necessidade de cuidados em relação a transtornos que venham a ser causados pelo presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores ao processo eleitoral deste ano. “Estamos lidando com adversário que joga sujo. E não podemos ficar deitado em berço esplêndido, esperando a eleição, imaginando que nada vai acontecer até lá. Vai acontecer muita coisa até a eleição. O jogo sujo do bolsonarismo nem começou ainda e temos de garantir que em 2022 o segundo turno seja bem diferente”, disse, na tarde deste domingo (2), durante participação na live #SOSBahia. 

A super live, uma maratona de 12 horas de conversas e entrevistas promovida pela Editora Kotter, contou com a participação de representantes de várias entidades, lideranças, artistas, youtubers, políticos, religiosos. Entre eles, Luis Nassif, José Dirceu,Roberto Requião, Hildegard Angel, Paulo Betti, José de Abreu, Gleisi Hoffmann, Pastor Ariovaldo Ramos, Juca Kfouri, O Trompetista, o casal Tutameia, e muitos outros. Após as 21 horas, mais de R$ 28 mil haviam sido arrecadados. Confira vídeo logo abaixo.

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Haddad usou o argumento para justificar seu apoio à federação dos partidos de esquerda, uma aposta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ampliar o apoio em torno de sua candidatura à Presidência da República. Além do PT, a federação poderá ter a adesão do PCdoB, PSB, Psol e PV.

Eleição atípica

Para o petista, que disputou a eleição de 2018 tendo como vice Manuela d’Ávila (PCdoB-RS), a eleição deste ano é tão atípica quanto aquela, embora as condições sejam mais favoráveis para o campo progressista. Os desastres causados pelo governo Bolsonaro em todas as áreas, segundo ele, dá a Lula melhores condições de eleição.

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E o ex-presidente, segundo ele, sabe que tem a obrigação de reorganizar o país. `Para reverter tudo isso ele tem de ter um congresso melhor do que está este que está aí atualmente. “Esta é uma razão que me faz simpatizar com a ideia da federação. Ainda que o PT cresça menos do que cresceria sozinho, a federação tem o significado simbólico para o país, de uma base sólida, quem sabe 170 parlamentares progressistas, para compor com o centro os 308 votos necessários para aprovar mudanças constitucionais, e os 257 votos para aprovar as leis que o Brasil precisa. Dificilmente teremos esses votos apenas com os dos parlamentares progressistas. Com a federação pode ser um caminho interessante. Mas não sei se será possível, há resistências internas em todos os partidos”, disse.

Segundo Haddad, ainda não há nada definido em torno desta coalizão ao redor da candidatura Lula, em quanto deverá ser ampliada. No entanto, acredita que os gestos de Lula estão na direção correta e que, no mínimo, os brasileiros terão um segundo turno diferente do de 2018. “No mínimo teremos a garantia de que os partidos que lavaram as mãos ou pediram apoio ao Bolsonaro não farão a mesma coisa em 2022. Isso é muito importate”.

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