"Temer vai entrar pra história como um traidor golpista", diz Marcia Tiburi
Filósofa ainda diz que "mídia desocupada" faz "mimimi" com a resposta de Dilma ao ex-presidente golpista
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247 - A filósofa Marcia Tiburi afirmou nas redes sociais, nesta sexta-feira, 22, que o ex-presidente golpista Michel Temer (MDB) “vai entrar pra história como um traidor golpista e fazedor de cena de ofendido”.
Ela ainda destacou que a "mídia desocupada" faz "mimimi" com a resposta de Dilma Rousseff ao emedebista.
“Temer vai entrar pra história como um traidor golpista e fazedor de cena de ofendido. Quanto mimimi com a resposta da Dilma!Ou é a mídia desocupada como o Temer que anda criando caso? Golpista agora tem que ser tratado como? Que país é esse?”, escreveu no Twitter.
A ex-presidente Dilma Rousseff contestou o ex-presidente Michel Temer, que, ao UOL, elogiou a honestidade da petista e afirmou que o golpe que a removeu do poder em 2016 se deu "por problemas políticos".
Na realidade, apontou Dilma, o emedebista articulou a maior traição política dos tempos recentes. Agora, ele tenta "limpar sua inconteste condição de golpista utilizando minha inconteste honestidade pessoal e política", declarou ela, por meio de nota.
Após a declaração de Dilma, a mídia corporativa publicou matérias afirmando que a resposta supostamente afastaria os setores do MDB que querem apoiar o ex-presidente Lula (PT) à presidência.
Leia abaixo a íntegra da nota:
Resposta a Michel Temer
Eu agradeceria que o senhor Michel Temer não mais buscasse limpar sua inconteste condição de golpista utilizando minha inconteste honestidade pessoal e política. É justamente essa qualidade que despreza, rejeita e repudia uma avaliação que parte de alguém que articulou uma das maiores traições políticas dos tempos recentes.
É de todo inócuo afirmar que não houve um golpe, pois este personagem se ofereceu como vice-presidente por duas vezes. E, assim, sabia por duas vezes qual era o programa político das chapas vitoriosas que foram eleitas em 2010 e 2014.
As provas materiais da traição política estão expressas na PEC do Teto de Gastos, na chamada reforma trabalhista e na aprovação do PPI para as quais não tinha mandato. Nenhum desses projetos estavam em nossos compromissos eleitorais, pelo contrário, eram com eles contraditórios. Trata-se, assim, de traição ao voto popular que o elegeu por duas vezes.
Lembro ainda que a “dificuldade de diálogo com o Congresso” não é razão legal e constitucional para impeachment em um regime presidencialista, como ele bem sabe.
Tal “dificuldade” era uma integral rejeição às práticas do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, criador do Centrão, que queria implantar com o meu beneplácito o “orçamento secreto”, realizado, hoje, sob os auspícios de um dos seus mais próximos auxiliares na Câmara Federal.
Finalmente, relembro que a História não perdoa a prática da traição. O senhor Michel Temer não engana mais ninguém. O que se conhece dele é mais que suficiente para evitá-lo, razão pela qual não pretendo mais debater com este senhor.
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