"Temer vai entrar pra história como um traidor golpista", diz Marcia Tiburi

Filósofa ainda diz que "mídia desocupada" faz "mimimi" com a resposta de Dilma ao ex-presidente golpista

(Foto: ABR | Felipe L. Gonçalves/Brasil247)


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247 - A filósofa Marcia Tiburi afirmou nas redes sociais, nesta sexta-feira, 22, que o ex-presidente golpista Michel Temer (MDB) “vai entrar pra história como um traidor golpista e fazedor de cena de ofendido”.

Ela ainda destacou que a "mídia desocupada" faz "mimimi" com a resposta de Dilma Rousseff ao emedebista.

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“Temer vai entrar pra história como um traidor golpista e fazedor de cena de ofendido. Quanto mimimi com a resposta da Dilma!Ou é a mídia desocupada como o Temer que anda criando caso? Golpista agora tem que ser tratado como? Que país é esse?”, escreveu no Twitter.

A ex-presidente Dilma Rousseff contestou o ex-presidente Michel Temer, que, ao UOL, elogiou a honestidade da petista e afirmou que o golpe que a removeu do poder em 2016 se deu "por problemas políticos".

Na realidade, apontou Dilma, o emedebista articulou a maior traição política dos tempos recentes. Agora, ele tenta "limpar sua inconteste condição de golpista utilizando minha inconteste honestidade pessoal e política", declarou ela, por meio de nota. 

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Após a declaração de Dilma, a mídia corporativa publicou matérias afirmando que a resposta supostamente afastaria os setores do MDB que querem apoiar o ex-presidente Lula (PT) à presidência.

Leia abaixo a íntegra da nota:

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Resposta a Michel Temer

Eu agradeceria que o senhor Michel Temer não mais buscasse limpar sua inconteste condição de golpista utilizando minha inconteste honestidade pessoal e política. É justamente essa qualidade que despreza, rejeita e repudia uma avaliação que parte de alguém que articulou uma das maiores traições políticas dos tempos recentes.

É de todo inócuo afirmar que não houve um golpe, pois este personagem se ofereceu como vice-presidente por duas vezes. E, assim, sabia por duas vezes qual era o programa político das chapas vitoriosas que foram eleitas em 2010 e 2014.

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As provas materiais da traição política estão expressas na PEC do Teto de Gastos, na chamada reforma trabalhista e na aprovação do PPI para as quais não tinha mandato. Nenhum desses projetos estavam em nossos compromissos eleitorais, pelo contrário, eram com eles contraditórios. Trata-se, assim, de traição ao voto popular que o elegeu por duas vezes.

Lembro ainda que a “dificuldade de diálogo com o Congresso” não é razão legal e constitucional para impeachment em um regime presidencialista, como ele bem sabe.

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Tal “dificuldade” era uma integral rejeição às práticas do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, criador do Centrão, que queria implantar com o meu beneplácito o “orçamento secreto”, realizado, hoje, sob os auspícios de um dos seus mais próximos auxiliares na Câmara Federal.

Finalmente, relembro que a História não perdoa a prática da traição. O senhor Michel Temer não engana mais ninguém. O que se conhece dele é mais que suficiente para evitá-lo, razão pela qual não pretendo mais debater com este senhor.

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