TCU acata representação do PT sobre possíveis irregularidades nas contratações da Globalweb

Segundo parlamentares do PT, o fato de a Globalweb Outsourcing ter recebido do governo Bolsonaro mais de R$ 41 milhões, como pagamento por contratos, é um forte indício de que pode ter havido tráfico de influência, já que a empresa foi fundada pela ex-mulher Wassef

Tribunal de Contas da União (TCU)
Tribunal de Contas da União (TCU) (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)


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247 - O Tribunal de Contas da União (TCU) acatou, nessa sexta-feira (21), a representação da deputada federal Margarida Salomão (PT-MG) e dos deputados federais Enio Verri (PT-PR) e Paulo Teixeira (PT-SP) sobre possíveis irregularidades nas contratações da Globalweb pelo governo Bolsonaro. De acordo com o TCU, a representação preenche os requisitos de admissibilidade e encontra-se “acompanhada do indício concernente à irregularidade ou ilegalidade”.

Para os parlamentares, o fato de a Globalweb Outsourcing ter recebido do governo Bolsonaro mais de R$ 41 milhões, como pagamento por contratos, é um forte indício de que pode ter havido tráfico de influência, tendo em vista que a empresa beneficiada foi fundada pela ex-mulher de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, até junho passado.

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Além da relação pessoal com o contratado, as suspeitas são reforçadas pelo fato de que a Globalweb recebeu, em 18 meses de governo Bolsonaro, valor superior ao que foi pago em quatro anos de governos anteriores. “Para preservar os recursos públicos, é fundamental que esses contratos sejam minuciosamente examinados e que as circunstâncias em que foram feitas essas contratações sejam de conhecimento público”, defendeu a deputada Margarida.

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