Suspeito de crimes e investigado no STF, Pazuello sabia de escassez de oxigênio em Manaus e se omitiu
Plano de contingência e relatório assinado pelo ministro são alguns dos elementos de prova
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247 - A omissão de Pazuello com a falta de oxigênio ficou patente em 11 indícios, que serão utilizados como prova contra ele e a cúpula do Ministério da Saúde.
Esses indícios demonstram que Pazuello e seus colegas de comando do Ministério tinham conhecimento prévio sobre a grave escassez de oxigênio nos hospitais em Manaus e foi omissa diante da gravidade do problema. O ministro Eduardo Pazuello é suspeito de crimes e investigado em inquérito aberto no STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, os indícios estão em um relatório assinado pelo próprio ministro, em um documento da secretaria-executiva da pasta, em um plano de contingências montado para lidar com a crise no Amazonas, em relatórios de grupos independentes enviados ao estado e em emails e documentos da White Martins, empresa contratada pelo governo local para abastecer as unidades de saúde.
Um diretor da White Martins enviou um email ao Ministério da Saúde pedindo “apoio logístico imediato” para transportar 350 cilindros de oxigênio gasoso, 28 tanques de oxigênio líquido, 7 isotanques e 11 carretas com o insumo a Manaus.
A mensagem foi enviada no dia 11 de janeiro e não foi atendida em sua maior parte. Três dias depois, o sistema colapsou e pacientes morreram asfixiados nos hospitais.
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