Oxfam pede combate ao 'racismo institucional' após morte de Genivaldo e chacina da Vila Cruzeiro
Entidade diz que o STF precisa reconhecer "o estado inconstitucional do tratamento dispensado à população negra no Brasil, vítima constante do racismo institucional"
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247 - A Oxfam Brasil, organização da sociedade civil, emitiu nesta sexta-feira (27) em repúdio à morte de Genivaldo de Jesus Santos, 38 anos, que morreu na quarta-feira (25) por asfixia ao ser colocado dentro do porta-malas, com gás de pimenta, em uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A instituição também criticou a chacina, na última terça-feira (24), na Vila Cruzeiro, zona norte da cidade do Rio, onde mais de 20 pessoas foram mortas em consequência da operação policial. De acordo com a entidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) precisa reconhecer "o estado inconstitucional do tratamento dispensado à população negra no Brasil, vítima constante do racismo institucional".
"Além da crueldade e vileza com que as populações negras são tratadas pelos agentes policiais, chama a atenção que tais fatos não tenham gerado ações imediatas e duras por parte de governadores e chefes das polícias. Ninguém foi preso, ninguém foi sequer afastado. No caso de Genivaldo, a Polícia Rodoviária Federal de Sergipe divulgou nota oficial afirmando que 'técnicas de imobilização e instrumentos de menor potencial ofensivo' foram usadas. Em relação às mortes no Rio de Janeiro, o presidente da República chegou a celebrar ação policial", disse.
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"A Oxfam Brasil se solidariza com as famílias de Genivaldo e dos mortos nas chacinas no Rio, e apoia a iniciativa da Coalizão Negra Por Direitos pedindo ao STF que reconheça o estado inconstitucional do tratamento dispensado à população negra no Brasil, vítima constante do racismo institucional, que inclui a violência do Estado e o desmonte de políticas públicas que pudessem dar mais dignidade e proteção às suas vidas", continuou.
A instituição destacou que "a população negra é maioria no Brasil e alvo de muitas violências: representa 78% das pessoas mortas por armas de fogo no Brasil, 72,9% do total de desempregados do país e 77,8% dos que estão entre os mais pobres". "É um massacre sobre pessoas que nunca tiveram garantidos seus direitos básicos".
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