Sob o comando de André Mendonça, AGU puniu soldados e sargentos que enfrentaram o governo

Uma associação de militares foi fechada, outra intimada pelo Exército a depor e uma terceira responde a inquérito

André Mendonça e Jair Bolsonaro
André Mendonça e Jair Bolsonaro (Foto: ABr)


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Brasil de Fato - A Advocacia-Geral da União (AGU), quando comandada por André Mendonça (2019 e 2020, e de março a agosto de 2021), ex-ministro da Justiça e indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), foi responsável pelo pedido de, no mínimo, sete procedimentos investigativo-incriminatórios contra associações de militares de baixa patente que se posicionaram contrariamente a pautas encampadas pelo governo federal no Congresso Nacional.

Até hoje, uma dessas associações foi fechada, outra foi intimada pelo Exército a depor em sindicância e outra, ligada ao estudo de legislações militares, atualmente responde a inquérito aberto pelas Forças Armadas. Todos os casos citados foram feitos a pedido da AGU, por meio de despachos assinados por Mendonça e enviados à Procuradoria-Geral Militar e à Receita Federal.

Todas as entidades atingidas possuem uma coisa em comum: tomaram parte em audiências públicas no Congresso que debateram o Projeto de Lei 1645/2019. Trata-se de uma longa norma de reestruturação da carreira militar, que imprime alterações no sistema previdenciário, nas regras de progressão de carreira e até no alistamento obrigatório, entre outras.

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