Skaf bajula Bolsonaro e diz que não sabia que ele ironizou pibinho com palhaço no Alvorada
No momento de maior crise da indústria paulista, Paulo Skaf mantém sua política de bajulação a Bolsonaro e diz não ter visto a palhaçada armada por ele com um humorista no Alvorada
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247 - Em entrevista à BBC, menos de 24 horas depois de ter se reunido com Jair Bolsonaro na sede da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf voltou a bajular o governo de extrema-direita brasileiro.
Perguntado sobre o pibinho de 1,1% do governo, que foi ironizado por Bolsonaro através do humorista Carioca, que foi vestido de palhaço no Alvorada para hostilizar jornalistas, Skaf respondeu que “estávamos esperando um crescimento de 1% no ano passado” e classificou o resultado como “bom”.
Sobre a cena com o Carioca, que jogou bananas em repórteres, Skaf respondeu que não sabia o que havia acontecido, afirmando ao entrevistador da BBC: “nem acompanhei isso, para falar a verdade. Você é que está me contando esse negócio aí”.
Segundo matéria do jornal inglês, questionado sobre sua filiação à “Aliança Pelo Brasil - partido que Bolsonaro tenta criar e pelo qual Skaf é cotado para ser candidato ao governo paulista nas eleições de 2022 -, o líder da Fiesp se recusou a responder”.
Em almoço na quinta-feira, 5, o empresário paulista se reuniu com Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e diversos outros empresários. Na ocasião elogiou o governo de extrema-direita e lançou o Conselho Superior Diálogo pelo Brasil para garantir base de apoio em diferentes setores econômicos e sociais, que se limita a grandes capitalistas, como Fábio Coelho (Google), Jerome Cadier (Latam Airlines) e Luiz Carlos Trabuco (Bradesco).
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