Setores do Judiciário adeptos da Lava Jato atuam para ampliar o punitivismo depois do lançamento da candidatura Moro

TRF-4 decidiu dobrar a pena do ex-diretor da Petrobrás Renato Duque

Sérgio Moro
Sérgio Moro (Foto: ADRIANO MACHADO - REUTERS)


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Agenda do Poder - Uma semana após o lançamento da pré-candidatura do ex-juiz Sérgio Moro à Presidência da República, setores do judiciário que atuaram em apoio à finada operação Lava Jato se movimentam para recuperar o protagonismo punitivista no País.  Na última quarta-feira, o Tribunal Regional Federal (TRF-4) ampliou a pena do ex-diretor de Serviços da Petrobrás, Renato Duque.

Com base em manifestação do relator, desembargador João Pedro Gebran Neto, amigo declarado de Sérgio Moro,  a 8ª Turma decidiu, por unanimidade, dobrar a pena do acusado:  de seis anos, seis meses e 10 dias para 12 anos, nove meses e 15 dias de reclusão.

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A advogada de Duque, Flávia Penna Guedes, afirmou que considera a decisão “equivocada” e que “em razão disso o caso será submetido às instâncias superiores para melhor análise”.

“A defesa técnica constituída pela senhor Renato de Souza Duque – por meio de seus advogados Marcelo Lebre e Flávia Penna – vem aduzir que a recente decisão proferida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região está equivocada, em razão disso o caso será submetido às instâncias superiores para melhor análise”, escreveu em nota.

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Condenado na Lava Jato, Duque foi preso em março de 2015. Ele já teve múltiplas condenações em decorrência da operação. Em março de 2020, porém, foi autorizado a responder aos crimes em liberdade.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o caso envolve suspeita de corrupção no fornecimento de sondas para a Petrobrás por intermédio da empresa Sete Brasil Participações S/A, para a exploração de petróleo na camada de pré-sal.

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Além de Duque, também são réus no mesmo processo João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), e Guilherme Esteves de Jesus, representante comercial e operador financeiro do Grupo Jurong no Brasil.

A pena de Vaccari Neto foi mantida em sete anos, seis meses e 20 dias de reclusão por corrupção passiva e a de Esteves de Jesus foi reduzida de 19 anos e quatro meses para 16 anos, oito meses e 20 dias de reclusão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

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