Sérgio Amadeu: Bolsonaro já sabe que vai perder a eleição e quer o golpe

“Ele sabe que vai perder a eleição. E só tem duas alternativas: o golpe ou tentar criar a suspensão da realidade maior do que 2018 com uma outra desinformação”, afirmou o sociólogo Sérgio Amadeu sobre o discurso de Bolsonaro sobre o voto impresso

(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

247 - O sociólogo Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC e defensor e divulgador do Software Livre e da Inclusão Digital no Brasil, afirmou em entrevista ao programa Boa Noite 247 que o discurso bolsonarista de voto impresso é porque sabe que vai perder as eleições em 2022.

“Ele sabe que vai perder a eleição. E só tem duas alternativas: o golpe ou tentar criar a suspensão da realidade maior do que 2018 com uma outra desinformação… O problema é que a rejeição dele já ultrapassou os 50% em várias pesquisas. Então, provavelmente, nós viveremos um efeito Crivella no Rio: quando chegar a eleição, qualquer um que for para o segundo turno com ele [Bolsonaro] ganha a eleição. Ele sabe disso e quer fazer o momento “Capitólio”, aquilo que o Trump tentou fazer. Dizer que houve fraude”, analisou o professor. 

continua após o anúncio

Sérgio reforça que Bolsonaro e seus aliados não estão preocupados com a lisura do pleito em hipótese alguma. “Ele nunca esteve preocupado com nenhum tipo de fiscalização digna e correta de nenhum processo. Ele sempre afirmou: não tenho interesse na democracia. Quem não tem interesse na democracia por que está se preocupando com eleições?”, indaga o professor.

Amadeu destacou, no entanto, que é preciso implantar mecanismos que garantam a transparência e a lisura do processo eleitoral. “Nenhum sistema digital é inviolável”, enfatizou.

continua após o anúncio

Segundo ele, o projeto apresentado pela deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF), que tornaria obrigatória a impressão de cédulas de papel após votos depositados na urna eletrônica, tem pontos corretos e outros não, mas que o objetivo é outro.

Para o professor, se o Brasil fosse implantar o voto impresso para efeito de auditoria, aprovada a lei agora em junho, isso representaria que a Justiça Eleitoral iria fazer um processo licitatório para, no mínimo, 500 mil urnas. 

continua após o anúncio

“Esse processo teria uma concorrência pública pelo valor. Teria que ter um hardware que imprime o voto que foi declarado na urna eletrônica e cai dentro de uma urna sem o contato físico com as pessoas. Para sair o edital precisaria de no mínimo três meses se fosse feito a toque de caixa, saindo em outubro e novembro praticamente. Por ser concorrência tem que dar no mínimo seis meses, o que deve levar até maio de 2022. Ou seja, não dá tempo de construir tudo isso e nem de testar. Na verdade, essa é uma não discussão e eles [bolsonaristas] sabem disso”, explicou. 

 Inscreva-se na TV 247, seja membro e compartilhe:

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247