Secretário de saúde indígena diz que projeto de lei de combate à pandemia pode ser “o fim da Sesai”

Segundo o secretário Especial de Saúde Indígena (Sesai), Robson Silva, o único objetivo do projeto é fazer com que o presidente vete para dizer que o presidente não gosta de indígena, de negro, dos povos tradicionais”. O projeto deverá entrar a pauta do Senado na próxima semana

(Foto: Reprodução)


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247 - À frente da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Robson Silva, disse que o projeto de lei que implanta o Plano Emergencial do governo Jair Bolsonaro para enfrentar a pandemia do novo coronavírus nos territórios indígenas é “inviável” e representa “o fim do” departamento. Projeto prevê a ampliação do orçamento da Sesai e o repasse de parte dos recursos para que prefeituras possam atuar no combate à pandemia em áreas indígenas. 

“Ele (o projeto) torna a Sesai inviável, as pessoas sabem disso. E o único plano é fazer com que o presidente vete para dizer que o presidente não gosta de indígena, de negro, dos povos tradicionais”, teria dito Silva em um áudio enviado a amigos, segundo reportagem da Coluna do Estadão.

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Ainda conforme a reportagem, Silva também teria pedido que os presidentes de Conselhos Distritos Indígenas (CONDISIs) e coordenadores de Distritos Especiais Indígenas enviassem cartas aos presidentes da Câmara e do Senado, além de Jair Bolsonaro, pedindo que o projeto não seja aprovado. O projeto deverá entrar a pauta do Senado na próxima semana. 

A relatora do projeto, Joênia Wapixana (Rede-RR), afirmou, em nota que “em nenhum momento no presente PL foi cogitado acabar com a Sesai, pelo contrário, com a política indigenista totalmente fragilizada no atual Governo, a intenção é fortalecer a Sesai”.

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