Saúde gasta R$ 70 mil por mês para guardar produtos vencidos
Os produtos são avaliados em R$ 243 milhões. Os itens vencidos ficam em um armazém administrado pela VTCLog, investigada pela CPI da Covid
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247 - O Ministério da Saúde gasta cerca de R$ 70 mil por mês para armazenar medicamentos, testes e insumos do Sistema Único de Saúde (SUS) vencidos. Os produtos são avaliados em R$ 243 milhões. A pasta se recusou a informar há quanto tempo paga cerca o valor para manter os itens vencidos na central de distribuição da Saúde, que fica em Guarulhos (SP) e é administrada pela VTCLog, investigada pela CPI da Covid.
Autoridades do governo federal confirmaram o valor, gasto para manter os produtos no armazém. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
O ministério disse que os dados podem colocar em risco a vida, segurança ou saúde da população. Também afirmou que divulgar as informações ofereceria "elevado risco à estabilidade financeira, econômica ou monetária do País", além de risco à segurança de "instituições ou de altas autoridades nacionais ou estrangeiras e seus familiares".
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tentou jogar sobre gestões anteriores a responsabilidade por perder os produtos. "Em relação a insumos vencidos, realmente esse é um problema. Não é que o ministério deixa vencer por negligência, é porque se compra em quantidade, há insumos que foram adquiridos nos dois governos anteriores ao governo do presidente Bolsonaro e eles não foram distribuídos", afirmou ele em audiência no Senado.
A VTC Log emitiu nota dizendo cumprir "fielmente as obrigações contratuais" e afirmou que mensalmente informa sobre estoque crítico de produtos a vencer e vencidos. "Toda responsabilidade de gestão sobre a distribuição das vacinas compete à pasta [Ministério da Saúde]", disse a empresa.
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