Sakamoto: da chantagem do general ao caos no Ceará, o Brasil vive "Era do Foda-se"
"E o que é a "Era do Foda-se"? Sabe aquele esforço para se preocupar com as consequências das próprias ações e palavras e, no mínimo, manter as aparências? No contexto em que estamos, ele se aposenta ou tira férias, mandando avisar que só dá as caras quando a democracia plena voltar", alerta o jornalista Leonardo Sakamoto
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247 - O jornalista Leonardo Sakamoto, em sua coluna no Portal UOL, relata que "O general Augusto Heleno, aquele que o naco otimista da sociedade achava que seria o contraponto racional a Jair Bolsonaro, conclamou o governo a não ficar "acuado" pelo Congresso Nacional e pediu para o presidente "convocar o povo às ruas", mostrando que a diferença entre ele e Nicolás Maduro pode ser a língua-mãe e a oportunidade".
"Não só isso. 'Não podemos aceitar esses caras chantageando a gente. Foda-se', afirmou Heleno ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos", relata o jornalista.
"O "foda-se" de Heleno se junta ao rosário de "foda-se" que o próprio Bolsonaro cometeu desde que era militar da ativa. Contudo, a morte de Adriano da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime e ligado ao gabinete de seu filho, Flávio, quando ele era deputado estadual no Rio, parece ter inaugurado uma fase nonsense. Não há mais pudor para desinformar abertamente", diz Skamoto.
"E o que é a "Era do Foda-se"? Sabe aquele esforço para se preocupar com as consequências das próprias ações e palavras e, no mínimo, manter as aparências? No contexto em que estamos, ele se aposenta ou tira férias, mandando avisar que só dá as caras quando a democracia plena voltar. Até lá, cada autoridade ou membro da elite deste país pode falar ou fazer o que quiser, sem medo da repercussão negativa junto à população. Até porque, convenhamos, foda-se".
"Na "Era do Foda-se", policiais milicianos agem para provocar o caos na segurança pública do Ceará, à luz do dia, aterrorizando a população e roubando e danificando propriedade pública, aproveitando-se da sensação de impunidade nacional dada por um governo federal que não pune agentes de segurança que agem como milicianos".
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