Rogério Correia protocola requerimento para criação de CPI sobre o caso do MEC

"Os fatos por si só já seriam suficientes para caracterizar crime de responsabilidade do presidente da República pelo seu envolvimento direto no esquema", diz o parlamentar

(Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados | ABr)


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247 - O vice-líder do PT na Câmara dos Deputados, Rogério Correia (MG), apresentou um requerimento para que a Casa abra uma CPI  para investigar a denúncia de um esquema de  liberação de verbas do Ministério da Educação (MEC). O pedido vem na esteira da divulgação de um áudio em que o ministro Milton Ribeiro admite priorizar demandas de prefeitos apresentados a ele pelo gabinete paralelo, formado por pastores, com a anuência de Jair Bolsonaro. 

“A confissão do Ministro deixa claro que não considera os critérios técnicos para a alocação dos recursos públicos, além de explicitamente beneficiar financeira e politicamente os interlocutores do Presidente e mesmo as igrejas como contrapartida ao atendimento das demandas dos prefeitos apresentadas pelos pastores, o que constitui crime com diversas tipificações, além de comprometer a eficiência, eficácia e efetividade das políticas de educação”, diz Vieira no requerimento. 

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“Tais fatos por si só já seriam suficientes para caracterizar crime de responsabilidade do presidente da República pelo seu envolvimento direto no esquema, no mínimo em dar o comando diretivo ao ministro da Educação para que o mesmo operacionalizasse as demandas dos pastores, agravado pela presença constante dos mesmos em eventos oficiais no Palácio do Planalto, confirmando a influência dos mesmos no centro de governo, promovendo os pastores a interlocutores informais”, ressalta Vieira.

Ainda segundo o parlamentar, os pastores envolvidos - o presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil, Gilmar Silva dos Santos, e o assessor de Assuntos Políticos da entidade Arilton Moura -  tinham livre acesso ao Ministério da Educação, intermediavam a liberação de recursos da pasta e chegavam a viajar em aviões da Forç Aérea Brasileira (FAB) 

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Veja a íntegra do requerimento. 


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