Roberto Moraes: Brasil não terá como excluir a Huawei no 5G
Pesquisador da tecnopolítica, Moraes explicou à TV 247 que seria uma contradição barrar a empresa chinesa do 5G no país. “O 4G no Brasil já utiliza em grande parte equipamentos da Huawei. Então se você impede a Huawei no 5G você tem que desmontar tudo”. Assista
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247 - O professor Roberto Moraes, pesquisador da tecnopolítica e da influência das grandes empresas de comunicação no mundo político, afirmou à TV 247 que o governo Jair Bolsonaro já parece ter compreendido que não poderá barrar a gigante chinesa Huawei no leilão de 5G no Brasil.
Para ele, esta é uma decisão acertada, e o contrário seria um “tiro no pé”. Ele explicou que a tecnologia 4G, atualmente em uso no país, é sustentada por diversos aparelhos da Huawei. Portanto, é coerente que a empresa continue prestando serviços ao Brasil com a nova tecnologia. “Me parece que o desgoverno atual já compreendeu que o movimento de brecar a Huawei é um tiro no pé, não faz nenhum sentido. Isso demonstra, inclusive, a visão equivocada que eles tinham desse processo todo. O 4G no Brasil, na infraestrutura tecnológica de uso dela, já utiliza em grande parte equipamentos da Huawei. Então se você impede a Huawei no 5G você tem que desmontar tudo de 4G e nós voltaríamos à idade das trevas sem a tecnologia 4G, ao mesmo tempo isso custaria muito dinheiro. E as alternativas não são plausíveis porque são muito mais caras. Ou seja, o enfrentamento a essa questão é equivocado”.
Geopolítica cibernética
Moraes, em outro ponto da entrevista, falou da influência das chamadas “big techs” no mundo político. Segundo o professor, a magnitude dessas empresas alcançou um patamar tão elevado que exerce atualmente poder sobre o que classificou como “geopolítica cibernética”, que culmina, por exemplo, em “ciberguerras”. “Nós vivemos hoje o que podemos chamar de geopolítica cibernética. De certa maneira, você tem a questão da apreensão dos dados, inteligência artificial, e-commerce, a disputa dos mercados globais na medida em que o marketing place com essas empresas de e-commerce se expandem mundo afora e você tem um processo também de ciberguerra, ‘ciberconflitos’, que são iminentes. De certa forma, isso tudo coloca para a gente que a defesa dos estados nacionais dependerão cada vez menos dos exércitos, eles passarão a ter cada vez mais de controlar seus sistemas cibernéticos”.
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