Ricupero critica demissão de coordenadora do Inpe e ações das Forças Armadas na Amazônia
"Acho muito difícil depois de tudo o que tem acontecido manter alguma ilusão sobre a posição deste governo. Lembrando que, ainda ontem, foi demitida a coordenadora do Inpe responsável pelo monitoramento do desmatamento", afirmou o ex-ministro Rubens Ricupero, que também discordou das operações das Forças Armadas na Amazônia. São "para inglês ver", disse
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247 - O ex-ministro da Fazenda e de Meio Ambiente Rubens Ricupero criticou a demissão de Lubia Vinhas, coordenadora-geral de Observação da Terra do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De acordo com ele, poderá ser muito difícil reverter os danos causados pelo governo de Jair Bolsonaro na área ambiental. O ex-ministro também discordou das operações das Forças Armadas na Amazônia, ao afirmar que existe uma "aliança com interesses escusos" entre o governo, e grileiros e desmatadores ilegais.
"Acho muito difícil depois de tudo o que tem acontecido manter alguma ilusão sobre a posição deste governo. Lembrando que, ainda ontem, foi demitida a coordenadora do Inpe responsável pelo monitoramento do desmatamento e ainda há a demissão de dois fiscalizadores do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) que cumpriam o dever deles contra mineradores ilegais na Amazônia, como a lei prevê", lamentou Ricupero, nesta terça-feira (14), durante lançamento da iniciativa Convergência pelo Brasil.
"A essa altura dos acontecimentos é preciso ter uma ingenuidade limitada para acreditar (em mudanças neste governo)", afirmou o ex-ministro que, junto com 16 ex-ministros da Fazenda e ex-presidentes do Banco Central, assinaram uma carta à sociedade defendendo uma economia mais focada em questões socioambientais.
Na avaliação de Ricupero, as operações das Forças Armadas na Amazônia são "para inglês ver". "Existe um problema de cumplicidade. São interesses nefastos, criminosos, de pessoas que recebem as equipes com armas. Acho muito difícil imaginar em uma melhora", criticou. "As Forças Armadas não estão preparadas para essa função e, como uma diretora falou, já gastaram em um mês o que o Ibama gasta em um ano", acrescentou.
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