Restrições da lei eleitoral podem obrigar partidos a se fundirem para sobreviver

Com o fim das coligações partidárias em eleições proporcionais, intensifica-se a movimentação tendo em vista a fusão entre partidos como mecanismo de sobrevivência eleitoral

Partidos  de esquerda e centro-esquerda podem ser obrigados à fusão para sobreviver eleitoralmente
Partidos de esquerda e centro-esquerda podem ser obrigados à fusão para sobreviver eleitoralmente (Foto: Portal Vermelho)


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247 - Este ano o Brasil terá eleições em 5.570 municípios, com o primeiro turno marcado para 15 de novembro, e o segundo, no dia 29. Será um pleito sem coligações partidárias na disputa por vagas nas Câmaras Municipais. 

O país tem 33 partidos registrados, 27 representados no Congresso e mais 79 esperando homologação na Justiça Eleitoral, informa O Globo.  

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O fim das coligações na eleição proporcional nos municípios poderá resultar na redução do número de partidos. Principalmente as pequenas siglas serão atingidas. 

Na eleição geral de 2022, os partidos serão obrigados a obter pelo menos 2% dos votos válidos para ter uma bancada na Câmara dos Deputados. Os votos precisam estar distribuídos em, no mínimo, um terço dos estados, com o piso de 1% da contagem válida. Há a alternativa de eleger ao menos 11 deputados em um terço da Federação.

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Essas restrições já estão provocando negociações para as fusões partidárias, que podem abranger cerca de 20 partidos de diferentes tendências políticas. Entre eles, destacam-se o PCdoB, o PSB, a Rede, o Cidadania (antigo PPS) e o PDT. A lei prevê a aglutinação desses partidos, mas não a federação partidária. 

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que pretende ser candidato à presidência da República em 2022, tem sugerido esse tipo de aglutinação. Ele propõe uma frente ampla eleitoral à margem do PT. 

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