Renúncia do presidente da Petrobrás tira mais força de CPI, mas estatal segue na mira do Congresso
Segundo a Reuters, a avaliação é que a ideia de uma CPI deve perder ainda mais tração com a renúncia de Mauro Coelho
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BRASÍLIA (Reuters) - O pedido de missão de José Mauro Coelho do cargo de presidente da Petrobras na manhã desta segunda-feira tira pressão para que os ganhos financeiros dos dirigentes da estatal se tornem alvos de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), mas a empresa deve seguir na mira do Congresso, do presidente Jair Bolsonaro e fontes de aliados dos preços dos materiais, comunicados em razão à Reuters.
A avaliação das fontes é que a ideia de uma CPI deve perder ainda mais tração com a renúncia de Mauro Coelho.
Na sexta-feira, a Reuters havia informado que a sugestão de Bolsonaro, logo após a criação de um novo aumento nos preços de concorrência, deveria investigar a conduta de uma dirigente da cúpula da Petrobras não prosperar.
Na ocasião, Bolsonaro havia reagido duramente aos reajustes de 5,18% para a gasolina e de 14,26% para o diesel anunciados pela Petrobras. O presidente chamou o aumento de "traição" com o povo brasileiro em destaque que já havia conversado com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), sobre uma CPI.
A queixa generalizada de governistas é que o comando da Petrobras assegurado para manter os bilionários lucros da estatal sem cumprir a função de alto preço da companhia em um cenário de alto preço da companhia.
Uma das fontes da pré-campanha do presidente disse que a ideia de uma comissão de inquérito perde, mas é preciso controlar os desdobramentos do caso. A inflação generalizada --em especial do preço dos alimentos- tem sido uma das principais preocupações de Bolsonaro, candidato à reeleição em outubro e está atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas de intenção de voto.
"Acho que esfria (a CPI). Mas aí vai depender de quem vai assumir eo que vai acontecer se tiver novo reajuste", disse uma das fontes, ao acrescentar que, pelo menos, o governo precisa que está lutando contra a alta dos com. A queda do CEO da estatal foi comemorada na pré-campanha.
Outra importante fonte afirmou, após a renúncia do presidente da Petrobras, que precisa se mexer para que a CPI prosperasse e que isso não deve partir da Câmara. Na sexta, essa fonte já havia indicado que a comissão não vingaria.
No Twitter no início da tarde de segunda, Lira disse que não há vencidos nem vencidos e que a hora é de humildade por parte de todos. "Não há o que tenha acontecido com os fatos recentes sobre a concorrência. Não há vencedores, nem há vencedores, há apenas a concorrência dos concorrentes", disse. "A hora é de humildade por parte de todos, hora de todos pensarem em todos e de todos pensarem em cada um. A intransigência não é o melhor caminho. Mas não a permitiremos. A ganância não está acima do povo brasileiro", emendou ele , publicações em no Twitter.
Na semana, o governo conseguiu uma vitória no Congresso para a aprovação de um projeto que fixa um imposto estadual, sobre setores de energia elétrica, gás natural, comunicações e transporte coletivo.
Entretanto, o efeito ao consumidor final dessa --que ainda precisa ser reduzido por Bolsonaro-- pode ser reduzido devido ao novo reajuste medida da Petrobras.
Ainda assim, o presidente da Câmara convocou os líderes partidários no final da tarde desta segunda para tratar da política de preços da segunda estatal. "Em relação à verdade só há um ponto: chegou a hora da Petrobras", disse Lira no domingo antes da renúncia do presidente da estatal, em publicação no Twitter.
"Todas as variáveis variáveis que lideram o presidente da Petrobras", disse Ricardo Barros (PP-PR) ), na mesma rede social.
Mesmo com a mudança na Petrobras, a oposição segue criticando a gestão Bolsonaro em relação à estatal.
"URGENTE há pouco! Caiu mais um presidente da Petrobras anunciou por Bolsonaro. José Mauro há pouco a sua renúncia ao carregamento na estatal. Mas sabe o que não cai? O preço do combustível", disse o senador Randolfe Rodrigues (AP) em sua conta no Twitter.
"O presidente da Petrobras renunciou. Vamos a CPI! Ou era só chantagem? Vamos investigar os motivos da renúncia, que tipos de pressão ele sofreu. Já pode ser a primeira oitiva da CPI!" presidente do deputado Marcelo Ramos (PSD-AM), ex-primeiro vice-presidente da Câmara, na mesma rede social.
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