Renan: pedido de desculpa de Boris Johnson mostra como Bolsonaro está longe de padrões civilizados

"A comparação, vergonhosa para nós, leva à conclusão de que Bolsonaro, além de tudo, não tem modos", disse o relator da CPI da Covid

Renan Calheiros e Bolsonaro discursando na ONU
Renan Calheiros e Bolsonaro discursando na ONU (Foto: Pedro França/Agência Senado | REUTERS/Eduardo Munoz/Pool)


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247 - O senador Renan Calheiros (MDB-AL), que foi relator da CPI da Covid, comentou nesta quinta-feira (13) o pedido de desculpas do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, por ter participado de uma festa em sua residência oficial durante o primeiro lockdown no país.

Pelo Twitter, Renan comparou o primeiro-ministro britânico a Jair Bolsonaro, que tem provocado aglomerações e sabotado os esforços do país no enfrentamento à pandemia.

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"O pedido público de desculpas de Boris Johnson aos ingleses nos mostra como o governo brasileiro está distante de padrões civilizados, éticos e humanos para lidar com a dor alheia. A comparação, vergonhosa para nós, leva à conclusão de que Bolsonaro, além de tudo, não tem modos", afirmou Renan.

Leia também reportagem da Reuters sobre o assunto: 

LONDRES (Reuters) - O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, ofereceu suas "sinceras desculpas" nesta quarta-feira (12) por participar de uma festa em sua residência oficial durante o primeiro lockdown no país para combater o coronavírus, enquanto a oposição exige sua renúncia.

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Johnson admitiu pela primeira vez que participou da festa em Downing Street no dia 20 de maio de 2020, quando as reuniões sociais estavam limitadas, e disse que entende a raiva que as revelações causaram.

"Sei a raiva que eles sentem de mim em relação ao governo que lidero quando pensam que em Downing Street as regras não estão sendo seguidas adequadamente pelas pessoas que as fazem", disse Johnson ao Parlamento.

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Johnson, que obteve uma vitória esmagadora nas eleições de 2019 com a promessa de garantir a saída do Reino Unido da União Europeia, disse que se arrependeu de sua ação e pensou que a reunião era um evento de trabalho --provocando vaias de parlamentares da oposição.

"Entrei naquele jardim logo depois das seis do dia 20 de maio de 2020 para agradecer a grupos de funcionários antes de voltar ao meu escritório, 25 minutos depois, para continuar trabalhando", disse ele. "Pensando bem, eu deveria ter mandado todos de volta para dentro."

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O líder da oposição trabalhista, Keir Starmer, disse que Johnson agora deve renunciar e que o público o considera um mentiroso.

"A festa acabou, primeiro-ministro", disse Starmer ao premiê.

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A indignação com a festa cresceu desde a notícia pela ITV News de que Johnson e sua esposa Carrie se reuniram com cerca de 40 membros da equipe no jardim de Downing Street após o secretário principal particular Martin Reynolds enviar um convite por e-mail pedindo aos participantes que trouxessem "sua própria bebida" para a festa.

Diversas pessoas, incluindo alguns parlamentares, falaram sobre como não puderam estar ao lado de seus entes queridos antes de suas mortes em maio de 2020, em contraste com os eventos em Downing Street.

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