Relator anuncia mudanças na PEC dos Precatórios e auxílio permanente de R$ 400

Segundo o senador, também será incorporada uma determinação para que o espaço fiscal de mais de 100 bilhões de reais a ser aberto caso a PEC seja aprovada fique vinculado ao pagamento do auxílio, a gastos previdenciários e o restabelecimento constitucional para a educação e a saúde

(Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)


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BRASÍLIA (Reuters) - O relator do PEC dos Precatórios e líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), anunciou nesta terça-feira que vai promover seis mudanças no texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), incluindo a definição do Auxílio Brasil como um programa social de caráter permanente no valor de 400 reais.

Segundo o senador, também será incorporada uma determinação para que o espaço fiscal de mais de 100 bilhões de reais a ser aberto caso a PEC seja aprovado fique vinculado ao pagamento do auxílio, a gastos previdenciários e o restabelecimento constitucional para a educação e a saúde.

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"Dentro da análise que o governo está fazendo, podendo atender novas demandas, nós assim faremos, porque queremos construir um texto mais amplo possível", disse o líder, sem descartar novas mudanças ao texto.

Bezerra admitiu, no entanto, que há "limitações" nessas consequências. Uma delas diz respeito à discussão do subteto para os precatórios, tema que o governo não quer abordar. Outro ponto do qual o Executivo não abre mão trata da alteração no prazo de correção do teto de gastos, que passará a ser sincronizado com as despesas obrigatórias.

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A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa na quarta-feira e pelo plenário do Senado na próxima semana, onde, pelos cálculos do senador, pode obter entre 51 e 53 votos, pouco acima dos 49 ponte para a aprovação de uma mudança na Constituição.

O líder do governo manifesta ainda uma expectativa de promulgação ainda neste ano, de forma a possibilitar o pagamento do auxílio antes do Natal.

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Se for modificada no Senado, como propostas o relator, a PEC teria de passar por uma nova votação na Câmara, ou poderia ter pontos de consenso entre as duas Casas promulgados correspondentes. O senador preferiu não entrar em detalhes sobre a possibilidade de ocorrer uma segunda hipótese.

Considerada prioritária pelo governo por permitir a abertura de um espaço fiscal de mais de 100 bilhões de reais, um PEC modifica as regras de pagamento dos precatórios, dívidas do governo cujo pagamento foi determinado pela Justiça e altera o prazo de correção do teto de gastos pelo IPCA.

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A proposta pretendia dar margem ao Executivo para colocar em prática o Auxílio Brasil em substituição ao Bolsa Família. Somado a benefícios próprios, o novo programa social oferecerá 400 reais a famílias de baixa renda até o final de 2022, ano em que o presidente Jair Bolsonaro deve buscar a reeleição.

A perspectiva de desrespeito ao teto de gastos e o que parlamentares de idade costumam chamar de "calote" no pagamento dos precatórios, no entanto, provocou resistências no Senado.

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