Rastreando sinal de celular, PF acredita ter identificado datas em que Bezerra recebia propinas

O líder do governo Bolsonaro no Senado foi indiciado pela PF por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e falsidade ideológica eleitoral

(Foto: Waldemir Barretos/Agência Senado)


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247 - A Polícia Federal, que concluiu um inquérito contra o senador Fernando Bezerra (MDB-PE), divulgado nesta terça-feira (8), acredita ter conseguido identificar as datas em que o líder do governo Jair Bolsonaro no Senado recebia a propina do esquema de corrupção em obras do Ministério do Desenvolvimento Regional. 

Para isto, a PF utilizou o sinal dos aparelhos de celular do empresário e delator João Carlos Lyra, do operador de Bezerra e do próprio senador 

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“Tendo recebido as ERBs (estações rádio-base) dos terminais atrelados aos parlamentares investigados, foi realizado um novo exame o qual verificou que, em várias ocasiões, após possivelmente ter recebido os valores em espécie diretamente de JOÃO CARLOS LYRA PESSOA, os sinais emitidos pelo telefone celular de IRAN PADILHA MODESTO coincidiram com aqueles emitidos pela antena de terminais atrelados a FERNANDO BEZERRA DE SOUZA COELHO, indicando que eles estavam próximos”, diz a PF, que indiciou Bezerra por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e falsidade ideológica eleitoral.

"No dia 09/06/2014, ou seja, três dias após ter possivelmente recebido os valores de JOÃO CARLOS LYRA, o terminal utilizado por IRAN PADILHA MODESTO não só se comunica com o de FERNANDO BEZERRA DE SOUZA COELHO às 17:45h, mas inclusive ambos emitem sinais bem próximos da residência desse último na cidade de Recife/PE", continua a PF.

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