Queda de segundo ministro da Saúde aumenta críticas e reforça pedido de impeachment de Bolsonaro

"O Brasil precisa de liderança, mas vai ser difícil encontrar um ministro que seja capaz de lidar, ao mesmo tempo, com a crise sanitária e com os impulsos de Jair Bolsonaro", afirmou Paulinho da Força, presidente do Solidariedade

Jair Bolsonaro e plenário da Câmara dos Deputados
Jair Bolsonaro e plenário da Câmara dos Deputados (Foto: Alan Santos/PR | Luis Macedo/Câmara dos Deputados)


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247 - A queda do ministro da Saúde, Nelson Teich, menos de um mês após ter assumido o cargo, aumentaram as críticas à condução do governo Bolsonaro durante a crise sanitária e reforçaram os pedidos por abertura de processo de impeachment.

De acordo com reportagem do O Globo, o líder do DEM, deputado Efraim Filho (PB) considerou que a saída de Teich deixa a impressão de que nunca assumiu. "Foi praticamente um mês perdido de Ministério da Saúde no ponto mais crítico da pandemia", disse.

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O presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), afirmou que "saiu quem não tinha entrado".

"O Brasil precisa de liderança, mas vai ser difícil encontrar um ministro que seja capaz de lidar, ao mesmo tempo, com a crise sanitária e com os impulsos de Jair Bolsonaro", frisou.

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O deputado Alessandro Molon (RJ), líder do partido na Câmara, avalia que Bolsonaro coloca o país "de joelhos frente à pandemia" e reforçou o apoio ao pedido de impeachment apresentado pelo partido.

"Bolsonaro não quer um ministro técnico; ele quer alguém que concorde com suas insanidades ideológicas, como o fim do isolamento e o uso da cloroquina", afirmou.

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Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), líder de seu partido na Câmara, classificou a saída de Teich como evidência de que Bolsonaro não consegue montar uma equipe. "Não suporta ter divergências, e mais do que isso, abdica e recusa qualquer avaliação técnica e não convive com especialistas", completou o deputado paulista, dizendo que o presidente abre mão da ciência por suas impressões pessoais.

Já o senador Weverton (MA), líder do PDT, disse que a saída de Teich é "inacreditável" e que o país está à deriva. "É o segundo ministro da Saúde a não aguentar as interferências sem sentido do presidente. Sem uma política centralizada de saúde, mais pessoas vão adoecer e morrer de Covid-19", destacou.

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O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) reforçou: "Agora, quem tem que cair é o próprio Bolsonaro, um negacionista, inimigo da Ciência, da Saúde e da vida! Bolsonaro se aliou ao Coronavírus e qualquer gestor, por pior que seja, não supera Bolsonaro!".

"Foi forçado a sair porque não concordou com a ideia irresponsável de defender o uso deliberado da Cloroquina e do fim do isolamento social. É um governo contra a ciência", afirmou a senadora Eliziane Gama (MA), líder do Cidadania.

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