Punição à conduta de Bolsonaro deve ser prioridade contra escalada da violência, dizem deputados de oposição na Câmara

"Não é possível que uma pessoa investida da responsabilidade institucional seja o maior incitador à violência política no país", afirmam líderes de partidos de oposição

Alencar Santana Braga e Jair Bolsonaro
Alencar Santana Braga e Jair Bolsonaro (Foto: Câmara dos Deputados | Wilson Dias/Agência Brasil)


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247 - Líderes da Minoria e da Oposição na Câmara dos Deputados responsabilziaram Jair Bolsonaro pelo ataque terrorista que matou sobre o assassinato do dirigente político do PT Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu (PR).

"Seja convocando militares para uma “guerra”, seja estimulando seus apoiadores a desacreditar no sistema eleitoral e a se rebelarem contra a iminente derrota que sofrerá, Bolsonaro comete, com suas palavras, crimes de responsabilidade, crimes eleitorais e crimes comuns. Sua atitude beligerante precisa ser contida, de forma urgente, com a força da lei, para que a lei não seja subjugada pela força das armas", disseram os congressistas.

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Em nota, assinada por oito partidos de oposição, os parlamentares cobraram do poder Judiciário, da Justiça eleitoral, do Ministério Público e do Ministério da Justiça esforços para garantir processo eleitoral democrático com segurança e tranquilidade.

Marcelo Arruda morreu na madrugada deste domingo (10) após ser baleado em sua própria festa de aniversário de 50 anos. O autor dos disparos foi o policial Penal Federal, Jorge da Rocha Guaranho. Depois de ter sido ferido, Arruda ainda conseguiu reagir e disparar contra o agressor, que acabou morrendo.

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Leia abaixo a nota na íntegra:

É preciso dar um basta! Mais um crime político fruto da violência de Bolsonaro.

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A Liderança da Minoria na Câmara dos Deputados repudia, de forma veemente, o assassinato do dirigente político Marcelo Arruda, de Foz do Iguaçu, cometido por um militante bolsonarista que invadiu o aniversário da vítima gritando palavras de ordem de apoio a Jair Bolsonaro.

Registramos nossos votos de pesar e solidariedade à família e às pessoas do convívio pessoal, político e profissional de Marcelo Arruda, ao tempo em que cobramos do poder Judiciário, da Justiça eleitoral, do Ministério Público e do Ministério da Justiça que dediquem todo o esforço necessário para promover ações que garantam um processo eleitoral democrático com segurança, paz e tranquilidade.

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Entre as ações para coibir a violência, a punição à conduta de Jair Bolsonaro deve ser prioridade. Não é possível que uma pessoa investida da responsabilidade institucional e constitucional de promover a paz entre os brasileiros seja o maior incitador à violência política no país e se manifeste neste sentido praticamente todos os dias.

Seja convocando militares para uma “guerra”, seja estimulando seus apoiadores a desacreditar no sistema eleitoral e a se rebelarem contra a iminente derrota que sofrerá, Bolsonaro comete, com suas palavras, crimes de responsabilidade, crimes eleitorais e crimes comuns. Sua atitude beligerante precisa ser contida, de forma urgente, com a força da lei, para que a lei não seja subjugada pela força das armas.

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O Brasil está assistindo a uma escalada de violência em eventos da pré-campanha, com ataques em Uberlândia (15 de junho) e Rio de Janeiro (8 de julho), e os órgãos responsáveis pela segurança pública precisam estar com a vigilância redobrada para evitar a repetição de incidentes como estes, que não podem ser considerados fatos isolados, pois são resultado direto da disseminação sistemática do ódio como prática política.

Esperamos que o crime que tirou a vida de Marcelo Arruda seja o último desse tipo que testemunhamos no Brasil. Para isso, as instituições acima mencionadas precisam atuar de forma integrada e com o máximo esforço para garantir que situações como esta não voltem a se repetir.

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Vamos requerer agenda com os representantes de todos os órgãos responsáveis por conter essa onda de violência e conclamamos que todas as forças democráticas se somem a esse movimento para garantir paz e segurança nas eleições.

10 de julho de 2022.

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Dep. Alencar Santana (PT-SP)

Líder da Minoria na Câmara dos Deputados

Dep. Wolney Queiroz (PDT-PE)

Líder da Oposição na Câmara dos Deputados

Dep. Reginaldo Lopes (PT-MG)

Líder do PT

Dep. Bira do Pindaré (PSB-MA)

Líder do PSB

Dep. André Figueiredo (PDT-CE)

Líder do PDT

Dep. Sâmia Bonfim (PSol-SP)

Líder do PSol

Dep. Renildo Calheiros (PCdoB-PE)

Líder do PCdoB

Dep. Bacelar (PV-BA)

Líder do PV

Dep. Joenia Wapichana (Rede-RR)

Representante da Rede

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