PT constrói base eleitoral forte entre as mulheres desde 2006, aponta Felipe Nunes, da Quaest
O professor destaca 'os programas sociais focados nas mulheres' como parte fundamente deste processo
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247 - Professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e diretor da Quaest, Felipe Nunes analisou os números de todas as eleições presidenciais desde 1998 até 2022 e concluiu que o PT construiu uma base eleitoral forte entre as mulheres a partir de 2006.
Para ele, colocar as mulheres como o centro de suas políticas sociais foi fundamental para que o partido atingisse tamanho alcance entre este eleitorado.
"Não há nenhuma variável em que se mensura de forma mais significativa a mudança no perfil do eleitor do PT ao longo dos anos do que na variável 'sexo'. Hoje, a vantagem de Lula sobre Bolsonaro entre as mulheres é 10 pontos maior do que sobre os homens. Mas nem sempre foi assim... Até a sua reeleição, em 2006, Lula era mais votado por homens do que por mulheres. Sua vantagem sobre Alckmin entre os homens era 14 pontos maior do que sobre as mulheres. A partir daquele ano, o cenário começou a mudar e vantagem do PT sobre os homens foi diminuindo. Mas por que as mulheres passaram a votar mais no PT? Tenho uma hipótese! Tanto Lula quanto seu partido, quando surgiram, "falavam" mais com os homens do que com as mulheres. Eles formavam a maioria da base da militância sindical petista nos anos 80. A partir do momento, porém, em que o PT ocupou a Presidência em 2003 e focou seu governo na implementação de políticas sociais, essa relação se alterou. Programas como o Bolsa Família colocaram a mulher no centro da política pública. O fato de serem elas (e não seus maridos, companheiros ou filhos) as titulares do cartão de acesso ao benefício é apenas um exemplo desse protagonismo", explicou.
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