Procuradores pedem que Aras investigue Bolsonaro por se omitir ou instigar bloqueio de rodovias

Membros do MPF apontam suposta prevaricação do Estado em frear as manifestações antidemocráticas e pedem que Aras investigue

Augusto Aras e bloqueio de estradas por bolsonaristas
Augusto Aras e bloqueio de estradas por bolsonaristas (Foto: Reuters | ABr)


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Rede Brasil Atual - Mais de 200 procuradores do Ministério Público Federal (MPF) enviaram um ofício ao procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, cobrando alguma providência em relação aos bloqueios de caminhoneiros que não aceitam a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições encerradas no domingo (30) em estradas. Os militantes radicais não possuem uma pauta definida e pedem por um “golpe militar”, entre outros pedidos antidemocráticos.

Os procuradores apontam suposta prevaricação de Bolsonaro em tomar providências para dissipar seus apoiadores. Desde sua derrota para o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último domingo (30), Bolsonaro ficou por quase três dias sem se manifestar. O silêncio é visto como um aceno de apoio aos radicais espalhados pelas rodovias.

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Em pronunciamento tardio e rápido, Bolsonaro não reconheceu sua derrota e disse apoiar “protestos pacíficos”, e criticou – sem contundência – ações que “impeçam o direito de ir e vir”, como os vistos desde domingo.

Com isso, os procuradores pedem ações de Aras: “É inadmissível que qualquer autoridade, diante de uma escalada que quer suplantar a legitimidade do voto popular pela força e pela desordem, assista impassivelmente a esse cenário, sem qualquer consequência. A omissão do Excelentíssimo senhor presidente, nesse contexto, pode ter relevância penal, nos termos do parágrafo segundo do artigo 13 do Código Penal, além de poder configurar outros crimes correlatos”.

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Os juristas “lembraram” o PGR sobre a função do MPF. “É a defesa do regime democrático, da ordem jurídica e das instituições”. Por fim, o documento chama o levante de “movimento de insurreição”. “Nada mais é tão atentatório contra elas que movimentos de insurreição que querem solapar o voto popular. Isso com a eventual conivência ou mesmo instigação da autoridade que chefia o país.”

‘Investigue, Aras’

Outro grupo de 24 subprocuradores, mais alto degrau da carreira do MPF, também cobrou Aras e pediu investigação de autoridades com foro privilegiado. “Esse estado de coisas inconstitucional não pode ter como resposta o silêncio e a inação de agentes públicos aos quais a Constituição da República outorga a competência para defesa da ordem jurídica e do regime democrático, exigindo, pois, a urgente e firme atuação do procurador-geral da República, no sentido de provocar o suprimento de omissões e promover responsabilidades.”

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