Pressionado por pesquisas, Bolsonaro planeja ir a debate sem Lula para "furar bolha"

Segundo fontes da Reuters, estão previstas nos próximos dias uma série de viagens de Bolsonaro para os estados de São Paulo e Minas Gerais

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Carla Carniel)


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BRASÍLIA (Reuters) - Na reta final antes do primeiro turno das eleições, o presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), mira intensificar sua agenda de campanha na região Sudeste e também vai participar de debates para garantir a segunda rodada de votação para o Planalto contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disseram à Reuters fontes da equipe do candidato.

Nessa estratégia, segundo uma das fontes, estão previstas nos próximos dias uma série de viagens para os Estados de São Paulo e Minas Gerais. É possível que ele vá no mesmo dia a até cinco cidades em cada Estado.

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Nesta sexta, Bolsonaro e o candidato a vice, Walter Braga Netto, iriam a Divinópolis e Santa Luzia, cidades do interior mineiro. No sábado, a dupla terá atividades em Campinas, importante cidade de São Paulo.

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Os Estados de São Paulo e Minas Gerais são os dois maiores colégios eleitorais brasileiros e a campanha quer intensificar a presença na região para tentar reduzir a diferença ante Lula, de acordo com a fonte. Internamente, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tem pesquisas que apontariam a distância entre ambos menor do que a apontada por institutos de pesquisa, em cerca de 5 pontos percentuais.

Pesquisa Ipec divulgada na noite de terça-feira mostrou Lula com 43% das intenções de voto no Estado de São Paulo, contra 33% de Bolsonaro. Já em Minas Gerais, o petista aparece com 46% contra 31% do presidente.

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Já o levantamento Datafolha divulgado na noite de quinta-feira mostrou o petista com 41% das intenções de voto no Estado de São Paulo, contra 34%. Em Minas, o Datafolha mostrou Lula com 46% e Bolsonaro com 33%.

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Publicamente, segundo as fontes, o presidente e aliados próximos mantém o discurso de que vão ganhar no primeiro turno com o objetivo de manter a militância animada e colocar em xeque os últimos resultados das pesquisas nacionais que apontaram uma estagnação de Bolsonaro mesmo após as manifestações de 7 de Setembro e os efeitos do pacotaço de benefícios com o Auxílio Brasil turbinado.

O pacotaço e a queda dos preços dos combustíveis eram considerados, segundo fontes da campanha, duas das principais apostas de Bolsonaro para crescer na corrida eleitoral. Uma das fontes reconheceu que, ao menos por ora, não haveria novas "balas de prata" para a reta final para o primeiro turno.

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DEBATES

Em outra frente, segundo as fontes, há a perspectiva de que o candidato à reeleição participe de debates nos próximos dias.

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No sábado, ocorre o encontro promovido pelo SBT/CNN/Estadão, que não deve contar com a presença de Lula, conforme uma fonte que participa da organização do evento. Na próxima quinta-feira, a três dias do primeiro turno, é a vez do debate da TV Globo, o principal do país em termos de audiência e alcance.

Uma das fontes disse que é difícil cravar se Bolsonaro vai ao debate, porque a decisão acaba ocorrendo mais em cima da hora. Ainda assim, destacou, o ideal é que ele vá a todos os debates com o objetivo de reduzir a distância em relação ao petista. Apesar do risco de ele virar alvo dos adversários no debate de sábado sem a presença de Lula, segundo a fonte, é uma oportunidade para falar para fora da bolha bolsonarista.

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"Ele (Bolsonaro) pode ficar atacando o Lula o tempo todo, sem ter réplica", avaliou essa fonte sobre o primeiro dos debates.

Um dos principais trabalhos do QG de campanha, segundo a fonte, é fortalecer a votação em Bolsonaro na reta final e evitar que o voto útil favoreça Lula, isto é, pessoas deixem de votar em Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) para endossar o petista para que ele vença já no primeiro turno.

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