Presidente do CFM editou resolução para esconder falta de evidências sobre cloroquina inalatória

E-mails internos mostram que Mauro Ribeiro agiu pessoalmente para esconder trechos que alertavam para ‘estudos controversos’

(Foto: Reprodução | GERALDO MAGELA/AGÊNCIA SENADO)


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The Intercept Brasil - O presidente do Conselho Federal de Medicina, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, agiu pessoalmente para esconder informações sobre a ineficácia do uso de hidroxicloroquina e cloroquina por via inalatória – método que havia culminado na morte de pacientes semanas antes. 

E-mails internos mostram que, às vésperas da publicação, Ribeiro pediu para editar uma resolução do CFM, suprimindo os trechos do texto que alertavam para a falta de evidências científicas sobre o tratamento.As mensagens foram anexadas ao inquérito civil aberto pelo Ministério Público Federal de São Paulo para investigar irregularidades na conduta do CFM com relação ao falso tratamento precoce, documento ao qual o Intercept teve acesso .

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Em 13 de maio de 2021, foi publicada no Diário Oficial da União a resolução do Conselho Federal de Medicina classificando o uso de hidroxicloroquina e cloroquina inalatórias como “experimental”. Com o posicionamento do CFM, esses tratamentos só poderiam ser realizados por meio de protocolos de pesquisa aprovados pelos Comitês de Ética em Pesquisa e Comissão Nacional de Ética em Pesquisa.

Leia a íntegra no The Intercept Brasil.

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