“Presença de Bolsonaro no governo é uma ameaça permanente de golpe militar”, diz Rui Costa Pimenta

“Por isso precisa ter mobilização de rua para tirar o Bolsonaro. Tem que botar gente na rua para contrabalancear, para se opor, para fazer frente à mobilização bolsonarista que é cada vez mais intensa”, disse o presidente do PCO à TV 247. Assista

Rui Costa Pimenta
Rui Costa Pimenta (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | ABr)


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247 - O presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, analisou na TV 247 a relação da gestão Jair Bolsonaro com as Forças Armadas que, para ele, não atuarão para derrubar o atual governo.Segundo Rui, há nas Forças Armadas dois setores bolsonaristas, sendo um deles mais “equilibrado”, mas ainda sim defensor do governo. “O que existe são dois lados bolsonaristas dentro das Forças Armadas. O setor mais equilibrado e mais cauteloso e o bolsonarista cachorro louco. Acho que o ministro da Defesa [Braga Netto] e o [Eduardo] Pazuello são cachorros loucos, e tem muitos nas Forças Armadas. E aí você tem o outro, que fala: ‘olha, vamos tomar cuidado porque isso aqui pode explodir na nossa cara’”.

Ele destacou que, caso o generalato militar brasileiro passe a se opor a Bolsonaro, há ainda que se avaliar a força do bolsonarismo entre os oficiais de patentes mais baixas, que poderiam até mesmo derrubar generais para garantir a continuidade do governo. “A questão das Forças Armadas, da posição dos generais, não pode ser vista sem entender em profundidade a penetração do bolsonarismo nas fileiras das Forças Armadas. Porque se você não controla a base, como você vai fazer? Você pode receber um golpe. Não vai ser a primeira vez na história do mundo que oficiais de nível inferior derrubam generais. Também tem essa possibilidade”.

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Não há, para o presidente do PCO, uma tendência de golpe militar contra Bolsonaro, mas há sim uma ameaça de autogolpe por parte do chefe do Executivo federal com ajuda das Forças Armadas. Este é, segundo Rui, o motivo pelo qual a oposição precisa sair às ruas para forçar a queda do atual governo. “Acho que o golpe para derrubar o Bolsonaro não está colocado ainda na ordem do dia. Mas a presença do Bolsonaro no governo é uma ameaça permanente de golpe militar. Por isso precisa ter mobilização de rua para tirar o Bolsonaro. Não pode falar: ‘vamos esperar até 2022’. Não adianta falar que o Bolsonaro estava sem máscara. Ninguém liga para isso. Tem que botar gente na rua para contrabalancear, para se opor, para fazer frente à mobilização bolsonarista que, como a gente vê, é cada vez mais intensa. A extrema direita é uma força reacionária mobilizadora. Eles não vão ficar só no voto em urna não. Não é a natureza da extrema direita. As ruas vão desempenhar um papel importante”.

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