PP vai apoiar a PEC da Transição, diz Ciro Nogueira

Afirmação do ministro da Casa Civil e presidente do PP foi feita por meio de nota divulgada neste domingo (13)

Ciro Nogueira
Ciro Nogueira (Foto: Isac Nóbrega/PR)


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247 - O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, assegurou que o PP, partido do qual é presidente,  irá apoiar a PEC da Transição, elaborada pelo governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o objetivo de garantir o Bolsa Família em R$ 600 e reajustar o salário mínimo acima da inflação. 

"O posicionamento que defenderei no Progressistas é o de aprovar uma PEC, sim, mas para a transição, para garantir estabilidade para o primeiro ano do governo”, disse Nogueira em nota divulgada neste domingo (13), de acordo com o UOL.

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No texto, Nogueira ressaltou que apesar de apoiar a PEC da transição os parlamentares que compõem a base do governo Jair Bolsonaro (PL) - o que inclui o PP - “apoiam uma agenda econômica diametralmente oposta à que foi eleita e ainda é desconhecida nos detalhes têm o direito de se posicionar livremente".

Ainda segundo a reportagem, Ciro também afirmou que o novo governo não pode impor uma nova agenda econômica sem esperar a posse dos congressistas eleitos no pleito de outubro.

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 "O Congresso atual, que sai, não pode cassar a prerrogativa do novo, que chega legitimado pelo povo nas urnas e ainda nem assumiu. Não pode chancelar decisões dos próximos quatro anos no apagar das luzes. A vontade popular tem de ser respeitada". 

"A PEC da Transição, como o próprio nome diz, é para a TRANSIÇÃO. Deve garantir somente os pontos comuns das duas candidaturas: 600 reais de auxílio e aumento real do salário mínimo em 2023. TODOS os outros temas da agenda do novo governo merecem ser, primeiro, conhecidos, assim como sua política econômica. E, depois, discutidos com a legitimidade do novo Congresso",  disse Ciro Nogueira em um outro trecho da nota. 

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Apesar das críticas ao governo eleito, a manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600 e o aumento do salário mínimo acima da inflação foram promessas que acabaram sendo incorporadas por Bolsonaro durante sua campanha de reeleição. 

O atual ocupante do Palácio do Planalto, porém, não fez nenhuma dotação orçamentária nesta direção na proposta enviada de Orçamento enviada ao Congresso Nacional. 

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