"Política não é ecumenismo", diz Genoíno. "Tem que ter disputa. O princípio da Democracia é a soberania popular"
Ex-deputado, que foi presidente do PT, acusa “classe dominante” e setor financeiro de terem quebrado o País. “Vamos reconstruir com agenda popular”, assegura
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247 – Convidado especial do primeiro programa “Sua Excelência, O Fato” transmitido ao vivo pela TV 247 , na manhã desta terça-feira 4 de janeiro, o ex-presidente do PT fez uma análise profunda da situação do país e dos riscos que estão à espreita do ex-presidente Lula num eventual 3º mandato. Genoíno acredita que o Partido dos Trabalhadores tem de se manter firme na indução do debate político com teses de esquerda a fim de construir uma governabilidade a partir de seus valores e princípios – sem ceder demais ao centro. Ele acha um erro acelerar a discussão da integração de Geraldo Alckmin à chapa presidencial, como vice de Lula, e crê que o PT devia ter começado a discutir a eleição paulista com o PSol de Guilherme Boulos e não com o PSB de Márcio França (no fim desse texto, link para a íntegra do programa). A partir de hoje, o Sua Excelência, O Fato, ancorado pelos jornalistas Luís Costa Pinto e Eumano Silva, será transmitido ao vivo pela TV 247 às 3ªs e 5ªs feiras, entre 10h e 11h.
“O modelo econômico neoliberal levou o Brasil ao abismo”, disse Genoíno na altura do 9min do programa. “Para a gente não ficar administrando uma massa falida, temos de desmontar o desmonte”. Para ele, a hora de fazer isso é agora, durante a campanha eleitoral. “É preciso revogar algumas reformas”, crê. E prossegue: “Temos de resolver o problema da fome, do emprego, do financiamento de políticas públicas nas áreas de Saúde, Educação, Ciência e Tecnologia e assistência social!”
O ex-deputado antevê, ainda, uma crise na relação com os Estados Unidos em eventual terceiro governo Lula. “Temos de promover a integração latinoamericana e isso levará a um conflito com os EUA”, adverte. Ele ainda especula o surgimento de confrontos com a “classe dominante”, mas, tem certeza de que o PT precisa enfrentá-los: “Como vamos consertar o País se a classe dominante, que encheu o bolso de dinheiro com as privatizações, com a especulação, com a dívida pública, não se dispõe a pagar mais tributos?”
Na altura dos 18min30seg do vídeo (link abaixo), José Genoíno diz crer que em 2022 o PT e Lula vão herdar um País quebrado. “E quem quebrou o Brasil?”, pergunta-se para logo responder: “A banca! Quebraram o País e botaram a culpa nos outros”. Para ele, é fundamental se construir uma mobilização à esquerda. “É preciso fazer uma concertação de movimentos populares”, diz. “Política não é ecumenismo. Tem de ter polarização! Não pode ter guerra, mas, tem que ter disputa”. Segundo ele, “temos de recuperar a ideia de ter adversários, porém não ter inimigos”. Afiado, o ex-deputado deixa claro na conversa com os dois jornalistas: “é assim que a gente recupera o princípio fundamental da Democracia: a soberania popular”.
Já no fim do programa (55min), instado a falar sobre as eleições em São Paulo, José Genoíno condena o afã de parte do PT que tenta acelerar um diálogo com o PSB do ex-vice-governador Márcio França. “Devíamos ter começado a mesa política com o Boulos (PSol)”, afirma, peremptório. Ele crê que os temas postos à mesa de debates pelo PSB não representam a natureza original do PT.
No link abaixo, a íntegra do programa:
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