Policiais federais de Goiás se recusaram a prender empresários bolsonaristas suspeitos de crimes eleitorais, diz MPE

Denúncia do Ministério Público Eleitoral se refere a uma promoção da ‘picanha mito’ a R$ 22 e o anúncio em jornal de uma caminhonete a R$ 222.222,22

(Foto: Reuters | Reprodução)


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247 - O Ministério Público Eleitoral (MPE) acusa servidores da Polícia Federal de Goiás de se recusarem a cumprir diligências para a prisão em flagrante de empresários bolsonaristas por crimes eleitorais, como propaganda irregular, boca de urna e aliciamento de eleitores. O caso se refere a uma promoção da ‘picanha mito’ a R$ 22 e o anúncio em jornal de uma caminhonete a R$ 222.222,22. 

De acordo com o jornal O Globo, “a Procuradoria Regional Eleitoral de Goiás enviou uma representação à Corregedoria da PF em Brasília para apurar suspeitas de infrações funcionais por parte dos policiais envolvidos”. 

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"Um dos policiais federais começou a tentar 'dissuadir' os outros policiais federais e os membros do MPE da medida de persecução penal em comento. De forma emocional, ultrajante e insistente, levantou diversos argumentos estranhos à lei penal (tais como: diligência geraria desemprego, ´porque a empresa iria fechar; o frigorífico estava no livre exercício da atividade comercial; estava havendo politização dos procuradores do MPE etc'.) para não realizar a diligência, inclusive a prisão dos envolvidos em flagrante delito", afirmam os procuradores, segundo a reportagem. 

Questionada sobre a denúncia, a Superintendência da PF em Goiás afirmou que foram efetuadas diligências, mas não se posicionou sobre a acusação aos policiais feita pelo MPE. "Uma vez que a investigação esteja em curso, neste momento, ficamos impossibilitados de fornecer pormenores e ou detalhes sobres os referidos expedientes", disse a corporação em nota. 

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