Polêmica nas redes impulsiona venda de bonés pelo MST

O estilista Ronaldo Fraga defendeu o uso dos bonés por pessoas fora do movimento. “Não é esvaziar a causa, é se posicionar”, afirmou

(Foto: Reprodução)


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247 - Nas últimas semanas apareceu nas redes sociais apareceu nas redes sociais a polêmica sobre se pessoas que não são do MST ou sem-teto podem usar o boné do movimento. Isso fez aumentar as vendas de bonés da organização de luta pela terra, segundo o coordenador da rede de Armazéns do Campo — lojas do MST — Ademar Ludwig.
Ao jornal O Globo, ele estimou que, até o fim de março, serão comercializados cerca de 3 mil bonés. Por isso, o MST aumentou a produção do acessório e criou uma página exclusiva para a venda dos bonés. “Boné do MST: o boné da esquerda brasileira”; “pode usar sim”, diz o site.

Os bonés são o terceiro produto mais vendido pelo site do Armazém do Campo, atrás do arroz e do flocão de milho. Eles custam R$ 25 e têm vários modelos e cores.

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Durante a polêmica, nas redes sociais, o MST destacou que o boné “é um símbolo da organização”, e que vesti-lo é “demarcar a apoio”. “Para o MST é muito importante encontrar o símbolo da organização não só no campo, mas também na cidade”, afirmou. A organização também compartilhou fotos de famosos usando o boné vermelho:

O estilista Ronaldo Fraga defendeu, ao jornal O Globo, o uso dos bonés por pessoas fora do movimento. “A causa precisa furar a bolha, especialmente a do MST, um movimento demonizado pelo atual governo e por grande parte dos brasileiros, que acredita que acham que eles são invasores de terra”, disse. 

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“Por que ‘O câncer de mama no alvo da Moda’, criado por Ralph Lauren, pode ser usado por todo mundo e o boné do MST não? Por que o boné do Che Guevara pode e o do MST não? Usar boné dos sem-terra não é esvaziar a causa, é se posicionar”, afirmou.

Ele lembrou que trabalhou com bordadeiras de Barra Longa (MG) após o município ser atingido pela lama gerada pelo rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, em 2015.

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“Fiz um projeto com as bordadeiras que garantiu que lhes deu retorno financeiro. É isso que se trata. A moda pode construir pontes e furar bolhas. O trabalho das bordadeiras de Barra Longa tem que chegar aos bairros ricos de São Paulo e gerar renda para elas. Vai suar quem acha bonito. Se quiser abraçar a causa, melhor”, afirmou. “O mesmo vale para o boné do MST. Pode usar na balada, sim!”, disse.

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